Em nossa obsessão com a terraformação de Marte, descobrimos duas bactérias: uma cria cimento, a outra o protege
Sporosarcina pasteurii se alimenta de poeira e "expele" cimento, enquanto Choococcidiopsis cria um escudo ao seu redor Este é mais um dos muitos estudos e testes para tornar a terraformação de Marte viável
Marte se tornou uma obsessão. Missões como as lideradas pela SpaceX comprovam isso, e a verdade é que ir até lá é a parte "fácil". O realmente difícil é terraformar o planeta para poder realizar missões de longa duração em solo. No filme "Perdido em Marte", vimos como um astronauta sobreviveu no planeta comendo batatas cultivadas no solo e, embora pareça ficção científica, já estamos progredindo nessa área. Mas também precisamos construir, e a melhor coisa a se fazer é usar a poeira marciana para criar tijolos.
Como? Com a ajuda de duas bactérias.
Biofundação
Tanto a Lua quanto Marte são cobertos por poeira. Esse manto é composto por uma série de elementos que podemos usar a nosso favor para criar materiais de construção. É muito mais fácil descobrir como transformar esses materiais em algo útil do que transportar quilos e quilos de materiais da Terra, e um estudo publicado na Frontiers in Microbiology aborda esse problema.
Nele, pesquisadores do Departamento de Química, Materiais e Engenharia Química "Giulio Natta" do Politecnico di Milano descrevem o processo de transformação do regolito marciano num material semelhante ao concreto por meio de um processo chamado biocimentação, e a proposta é usar uma dupla de bactérias capazes de realizar essa transformação.
Bactérias "pedreiras"
Os protagonistas são a Sporosarcina pasteurii e a Choococcidiopsis, e o processo-chave da tecnologia é a "Precipitação de Carbonato de Cálcio Induzida por Microorganismos": um processo pelo qual ...
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