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Elon Musk faz primeira viagem à China em mais de 3 anos e reforça 'total confiança' no mercado local

Bilionário foi recebido quase no mesmo nível de um líder político estrangeiro, com encontros com vários membros do governo e afirmou que tem 'total confiança no mercado chinês'

31 mai 2023 - 12h49
(atualizado às 15h01)
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Na China, Musk foi recebido quase no mesmo nível de um líder político estrangeiro
Na China, Musk foi recebido quase no mesmo nível de um líder político estrangeiro
Foto: Tesla Owners Club Belgium/CC BY 2.0/Wikimedia Commons

AFP - Em sua primeira visita à China em mais de três anos, Elon Musk, CEO da fabricante de carros elétricos Tesla, elogiou nesta quarta-feira, 31, a "vitalidade" da China e disse ter "total confiança" neste mercado, crucial para o seu negócio.

O bilionário, que também é dono do Twitter (inacessível na China), foi recebido quase no mesmo nível de um líder político estrangeiro, com encontros com vários membros do governo. Na terça-feira, 30, foi recebido pelo ministro de Relações Exteriores, Qin Gang, a quem confirmou a vontade da sua empresa de "continuar a desenvolver as suas atividades na China", segundo os diplomatas chineses.

Nesta quarta, reuniu-se com o ministro do Comércio, Wang Wentao, com quem "elogiou a vitalidade e o potencial de desenvolvimento da China", segundo o ministério. Musk disse que tinha "total confiança no mercado chinês" e estava "ansioso para continuar aprofundando a cooperação mutuamente benéfica".

Algumas horas antes, ele havia se encontrado com o ministro da Indústria, Jin Zhuanglong. Os dois "trocaram pontos de vista sobre o desenvolvimento de novos veículos movidos a energia e veículos inteligentes conectados", disse o ministério, em comunicado.

Os representantes da Tesla não responderam aos pedidos de comentário da AFP. As vendas de carros elétricos e híbridos dobraram na China desde 2022 e representam mais de um quarto de todos os veículos vendidos, um nível sem precedentes, de acordo com a Federação Chinesa de Fabricantes de Automóveis Individuais (CPCA).

A China já é o principal mercado mundial de veículos elétricos. O apoio do governo por meio de subsídios, juntamente com o crescente interesse do consumidor, permitiu que as empresas chinesas dominassem seu mercado doméstico.

Embora a Tesla continue sendo a maior vendedora de carros elétricos do mundo, a popularidade das marcas chinesas está no auge. A fabricante chinesa BYD, uma das principais marcas locais, quintuplicou seu lucro líquido em 2022. No entanto, o lucro líquido da Tesla no primeiro trimestre caiu drasticamente devido aos preços mais baixos e apesar de um aumento significativo nas vendas.

Em abril, a montadora americana anunciou que construiria uma segunda fábrica gigante de baterias em Xangai. A fábrica terá uma capacidade inicial de 10 mil baterias do tipo Megapack por ano e deverá começar a produzir "no segundo trimestre de 2024?, segundo a agência de notícias da chinesa Xinhua. A instalação será a segunda fábrica da Tesla em Xangai, após a abertura de um grande centro de montagem em 2019.

Durante sua reunião com a Qin Gang na terça-feira, Musk disse que se opõe a qualquer "desvinculação" econômica entre a China e os Estados Unidos, segundo diplomatas chineses. "Os interesses dos Estados Unidos e da China estão intimamente ligados, como dois gêmeos inseparáveis", dizem que Musk afirmou.

Ele também falou na mesma linha na quarta-feira durante sua reunião com o ministro do Comércio: "as relações China-EUA não são um jogo de soma zero", disse ele, segundo o ministério, e agradeceu à China por "seu apoio e garantias dadas à fábrica da Tesla em Xangai durante a pandemia de covid-19."

Os fortes laços econômicos de Elon Musk com a China estão levantando questões em Washington, onde o presidente Joe Biden disse em novembro que seus laços estrangeiros "merecem serem examinados". Musk também causou polêmica ao sugerir que a ilha de Taiwan, reivindicada por Pequim, deveria fazer parte da China.

Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse na terça-feira que as visitas de empresários internacionais que promovem "melhor compreensão da China" e "cooperação mutuamente benéfica" são bem-vindas.

Estadão
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