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Dois buracos negros se encontraram por acaso, criando algo nunca antes visto

Ondas gravitacionais captadas por cientistas sugerem que buracos negros se fundiram em movimento diferente do que todos os outros até agora

24 nov 2022 - 12h20
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No experimento realizado, o buraco negro simulado apresentava sinais de superposição quântica, isto é, a capacidade de existir em vários estados ao mesmo tempo
No experimento realizado, o buraco negro simulado apresentava sinais de superposição quântica, isto é, a capacidade de existir em vários estados ao mesmo tempo
Foto: Placidplace / 2391 images / Pixabay

Um grupo de cientistas da Universidade de Jena, na Alemanha, está analisando por qual motivo um buraco negro detectado em maio de 2019 emitiu ondulações no espaço-tempo de forma diferente do padrão observado em eventos similares. A duração curta e acentuada do sinal da onda gravitacional difere da de todos os outros buracos negros detectados até agora.

O mais provável é que o buraco negro seja fruto de um evento chamado de “encontro dinâmico” pelos cientistas, que é a fusão de dois outros buracos negros devido à atração em seus campos gravitacionais. 

Isso provavelmente fez com que os buracos se aproximassem, devido às suas respectivas teias gravitacionais, e, em seguida, se juntassem sem passar por uma fase comum em outras fusões, chamada de “fase espiral”.

“A forma e a brevidade – menos de um décimo de segundo – do sinal associado ao evento nos levam a supor uma fusão instantânea entre dois buracos negros, que ocorreu na ausência de uma fase espiral”, explica o astrônomo Alessandro Nagar, do Instituição Nacional de Física Nuclear na Itália.

As ondas geradas pela fusão foram chamadas de GW190521. A astrofísica Rossella Gamba explica que o tipo de explosão detectada difere muito de observações anteriores.

“A GW190521 foi inicialmente analisada como a fusão de dois buracos negros pesados, de rotação rápida, que se aproximam ao longo de órbitas quase circulares, mas suas características especiais nos levaram a propor outras interpretações possíveis”, diz.

Os resultados da pesquisa sugerem que os dois buracos negros foram pegos pelo campo gravitacional um do outro antes de colidir para formar um buraco negro maior. Eles chegaram a fazer dois movimentos de aproximação antes da colisão, mas isso não teria ocorrido de forma circular, e sim em um formato mais parecido com o oval.

Este cenário é mais provável em regiões densamente povoadas do espaço, como um aglomerado de estrelas, onde tais interações gravitacionais são mais comuns.

A pesquisa identificou ainda que os burcaos negros envolvidos na explosão tinham cerca de 81 e 52 vezes a massa do Sol, o que é um pouco menor do que estimativas anteriores, que traçavam um cenário de 85 vezes a massa solar para um dos buracos.

Fonte: Redação Byte
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