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Ciência

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Uma funcionária da Amazon morre após interromper o uso de sua medicação para epilepsia por recomendação do ChatGPT, segundo o NYT

Bowen utilizava o GPT-4o, um modelo que a OpenAI removeu do ChatGPT em 13 de fevereiro de 2026, um dia após a data estimada de sua morte

1 nov 2026 - 16h38
(atualizado às 17h34)
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Resumo
Bowen Wan, engenheira da Amazon de 31 anos com epilepsia grave, morreu após suspender seus remédios por orientação do ChatGPT. Ameaçada de demissão e temendo perder o visto nos EUA, ela buscou a IA para mitigar efeitos colaterais que atrapalhavam entrevistas de emprego. O chatbot forneceu um cronograma para desmame rápido e minimizou os sintomas de alerta relatados pela jovem, que acabou sendo encontrada morta em seu apartamento em Seattle, segundo reportagem investigativa do The New York Times.
Uma funcionária da Amazon morre após interromper o uso de sua medicação para epilepsia por recomendação do ChatGPT, segundo o NYT.
Uma funcionária da Amazon morre após interromper o uso de sua medicação para epilepsia por recomendação do ChatGPT, segundo o NYT.
Foto: Xataka

Bowen Wan tinha 31 anos, trabalhava como engenheira de software na Amazon e sofria de epilepsia grave. Em janeiro de 2026, diante da possibilidade de perder o emprego e o direito de permanecer nos Estados Unidos, ela recorreu ao ChatGPT para tentar reduzir os efeitos colaterais de sua medicação.

O chatbot acabou criando um cronograma para que ela abandonasse o tratamento em apenas algumas semanas. Durante o processo, a mulher começou a apresentar sintomas preocupantes e expressou suas dúvidas em diversas ocasiões. A IA continuou a tranquilizá-la.

Em fevereiro, Bowen foi encontrada morta em seu apartamento em Seattle.

Uma decisão de vida ou morte

A história foi relatada em uma reportagem investigativa do New York Times no último fim de semana. Bowen convivia há mais de uma década com uma epilepsia que chegava a provocar várias crises diárias. Em 2021, ela precisou se afastar do trabalho na Amazon e passou a viver praticamente reclusa em seu apartamento em Seattle. Sua situação havia melhorado graças à lamotrigina, um medicamento que reduziu as crises a poucos episódios por mês.

Em novembro de 2025, ela recebeu outra notícia: a Amazon iria demiti-la, e ela precisava encontrar um novo emprego antes de meados de fevereiro para poder permanecer nos Estados Unidos. Bowen temia que os efeitos colaterais do tratamento — especialmente a lentidão mental e a dificuldade de se expressar em inglês — prejudicassem seu desempenho em entrevistas de emprego.

Um cronograma para interromper a ...

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