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Ciência

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Pesquisadores desenvolvem aeronaves ultraleves para explorar região quase inacessível da Terra: o segredo é "surfar na luz solar"

Existe uma faixa da atmosfera terrestre que sempre nos desafiou: perto demais do espaço para aviões e densa demais para satélites

29 set 2026 - 12h39
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Resumo
Cientistas criaram aeronaves ultraleves capazes de explorar regiões quase inacessíveis da atmosfera terrestre sem motores ou combustível. Empregando o fenômeno da fotoforese, esses pequenos discos de óxido de alumínio e cromo aproveitam o aquecimento desigual provocado pela luz solar para gerar sustentação e empuxo. A tecnologia inovadora permite que os veículos flutuem apenas surfando na radiação solar, abrindo novos caminhos para a exploração atmosférica em altitudes extremas.
Reprodução
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Foto: Xataka

Bem acima de nós, muito além de onde qualquer avião convencional consegue chegar, existe uma camada atmosférica fascinante. Embora faça parte da Terra, essa fronteira é letal para qualquer ser vivo e praticamente inacessível para as nossas máquinas. Agora, um grupo de cientistas desenvolveu um tipo de veículo completamente novo: ele flutua aproveitando a luz do Sol, sem gastar combustível nem eletricidade.

Fotoforese: quando planar sobre a luz solar vira realidade

Imagine estruturas macroscópicas ultraleves, criadas em nanoescala, capazes de flutuar na parte mais alta da atmosfera terrestre sem motores, peças mecânicas móveis ou uma gota de combustível. Parece ficção científica, mas é pura física.

O segredo por trás dessa façanha atende pelo nome de forças fotoforéticas. Para entender como o fenômeno funciona, basta analisar a própria palavra "fotoforese": o prefixo foto vem do grego e significa luz, enquanto forese quer dizer transporte ou sustentação. Em termos literais, significa ser impulsionado ou sustentado pela própria luz.

Do ponto de vista físico, o mecanismo funciona gerando empuxo a partir de um aquecimento desigual da estrutura. A fabricação desses minúsculos discos voadores de alguns centímetros de diâmetro segue este processo engenhoso:

Xataka
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