Pesquisadores analisaram o coração de 460 mil pessoas e descobriram a frequência cardíaca ideal
Batimentos baixos não garantem uma boa irrigação, enquanto os muito altos trazem problemas conhecidos
Hoje em dia, nossos sinais vitais são monitorados em tempo real graças aos smartwatches e às pulseiras de atividade, que nos informam constantemente quantas pulsações por minuto o nosso coração tem em repouso. Essa informação é vital, já que, tradicionalmente, existe a concepção de que um número excessivamente alto é um indicativo de que algo ruim está acontecendo no coração.
Na medicina, tanto o excesso quanto a falta podem representar um cenário patológico, e é por isso que, embora associemos uma frequência cardíaca alta a algo negativo, é preciso levar em conta que tê-la excessivamente baixa nem sempre é positivo.
Essa é a principal conclusão de uma nova pesquisa apresentada na European Stroke Organisation Conference. Embora ela ainda precise passar por revisão, sua análise tem como base os dados de 460 mil participantes ao longo de 14 anos.
De todas essas pessoas analisadas, os pesquisadores se interessaram principalmente por seus históricos médicos e pelas doenças que apresentavam, destacando o registro de um total de 12.290 casos de AVC durante a década e meia de acompanhamento.
Mas o que realmente importa aqui é o momento em que esses históricos foram cruzados com os dados da frequência cardíaca em repouso dos participantes, revelando um padrão claríssimo ao mostrar um gráfico de risco em forma de "U", e não em linha reta.
O significado
O fato de ter sido gerado um gráfico com esse formato indica que o nível ideal de batimentos se situa entre 60 e 69 pulsações por ...
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