Relógio biológico está ligado ao metabolismo celular
Os ritmos circadianos, um tipo de relógio biológico do corpo, estão intimamente ligados ao metabolismo celular, já que o correto funcionamento dos dois depende de que consigam estabelecer um equilíbrio. Uma equipe de pesquisadores da University of California-Irvine, dos Estados Unidos, dirigida por Paolo Sassone-Corsi faz a afirmação em artigo na publicação Science Express.
Os cientistas afirmam que a descoberta do vínculo entre os ritmos circadianos e a energia celular pode contribuir para compreender as pautas seguidas pelo organismo durante o dia e a noite. Além disso, os pesquisadores defendem que poderia ajudar a desenhar novos tratamentos contra o câncer, o diabetes, a obesidade e uma variedade de doenças relacionadas.
Os ritmos circadianos de 24 horas dirigem as funções fisiológicas fundamentais em quase todos os organismos, e são sistemas essenciais para que os corpos meçam o tempo, se antecipem às mudanças ambientais e se adaptem às diferentes horas do dia. O transtorno desse relógio corporal pode influir muito na saúde humana, e os pesquisadores associam essas desordens à obesidade, ao diabetes, à insônia, à depressão, às doenças coronárias e ao câncer.
A equipe de pesquisadores descobriu que os ritmos circadianos e o metabolismo estão intimamente relacionados, para assegurar que as células funcionem adequadamente e se mantenham saudáveis. Sassone-Corsi percebeu que a proteína Clock, uma engrenagem molecular essencial da maquinaria circadiana, interage com a proteína SIRT1, que detecta os níveis de energia das células e modula o envelhecimento e o metabolismo.
Agora, descobriu que ambas trabalham em equilíbrio para dirigir a atividade pela qual as proteínas metabólicas enviam sinais, chamada NAD+. Uma proteína-chave, a NAMPT, ajuda, por sua vez, a controlar os níveis da proteína Clock. Portanto, cria-se uma codependência estritamente regulada entre o relógio circadiano e o metabolismo.