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Pesquisa

Pessoas preferem 100 centavos de dólar a US$ 1, diz estudo

Pessoas preferem 100 centavos de dólar a US$ 1, diz estudo

6 fev 2009 - 08h54
(atualizado às 10h03)
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Eric Nagourney

Você não deve ser o tipo de pessoa que venderia seu amigo por US$ 5. Mas se a oferta for de 500 centavos de dólar, a coisa certamente mudaria de figura.

Dinheiro
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Foto: Getty Images

É claro que o valor é exatamente o mesmo, mas pesquisadores constataram que, no momento de tomar decisões, as pessoas se deixam atrair por números que parecem maiores do que na realidade são.

Em artigo publicado em janeiro pela revista Psychological Science, Ellen Furlong e John Opfer, da Universidade Estadual do Ohio, sugerem que essa falha de raciocínio pode fazer com que as pessoas tomem decisões mal orientadas sobre atividades tão distintas quanto pechinchar ou participar de jogos de azar.

Os pesquisadores pediram que voluntários tomassem parte de um teste comportamental conhecido como "o dilema do prisioneiro", no qual cada participante pode ganhar mais dinheiro caso coopere com os demais. Mas, em determinadas rodadas, o participante ganha mais dinheiro caso decida se voltar contra o seu parceiro enquanto este se mantém leal. (A recompensa é mais baixa caso os dois parceiros desertem).

Quando a recompensa pela cooperação foi "elevada" de US$ 3 para 300 centavos de dólar, descobriram os pesquisadores, a cooperação se intensificou. Mas quando ela foi elevada de três centavos de dólares para US$ 3, não houve mudança.

Embora o teste tenha sido projetado para medir a maneira pela qual números grandes promovem mais cooperação, a lição provavelmente se aplica de maneira semelhante aos incentivos para que as pessoas desistam, disse Opfer.

As conclusões acompanham descobertas de outros estudos, sobre a maneira pela qual o cérebro lida com cálculos que envolvam quantidades. Estudos demonstraram que as pessoas tendem a superestimar as diferenças entre pequenas quantidades e a subestimar as diferenças entre grandes quantidades.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
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