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Pesquisa

Luz infravermelha pode ser arma contra o câncer, diz estudo

Tratamento com anticorpo acionado por raio, ainda em testes, teria menos efeitos colaterais

7 nov 2011 - 12h06
(atualizado às 13h10)
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Um tratamento com luz infravermelha pode ser uma ferramenta promissora no combate ao câncer, segundo pesquisadores nos Estados Unidos. O estudo, publicado na revista Nature Medicine, mostra como uma droga poderia ser acoplada a tumores, sendo ativada apenas quando atingida por raios infravermelhos. O tratamento seria portanto mais preciso do que os atuais, sem danificar tecidos vizinhos.

Atualmente, os tratamentos contra câncer podem ser separados em três categorias: os que usam radiação, cirurgias para a retirada de tumores e o uso de drogas para matar células cancerígenas. Todos eles apresentam efeitos colaterais negativos e pesquisadores seguem buscando terapias mais precisas.

Neste estudo, os cientistas do Instituto Nacional do Câncer de Maryland, nos EUA, usaram anticorpos que tinham como alvo proteínas nas superfícies de células cancerígenas. Eles então acoplaram a substância química IR700 ao anticorpo. A IR700 é ativada quando atingida por luz infravermelha, que pode penetrar vários centímetros na pele.

Para testar a combinação, os cientistas implantaram tumores nas costas de camundongos. Eles receberam a droga e foram expostos a raios infravermelhos. "O volume do tumor foi reduzido significativamente... em comparação com os camundongos não tratados e a sobrevivência foi prolongada", dizem os cientistas. "O ataque seletivo minimiza o prejuízo para as células normais." Os autores dizem que a combinação se revelou "uma terapia promissora" para o tratamento do câncer.

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