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Pesquisa

Estudo indica qual seria a dieta de ancestral do homem: junça

8 jan 2014 - 21h12
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Um estudo indica que um ancestral do homem vivia de uma dieta baseada em junça, um tipo comestível de tubérculo consumido em muitas partes do planeta - inclusive no Brasil. Para complementar a alimentação, esse homem primitivo comeria frutas e invertebrados - como minhocas e gafanhoto.

O Paranthropus boisei viveu entre 2,4 milhões e 1,4 milhão de anos atrás e é apelidado de "homem quebra-nozes" devido ao seu largo molar e poderosa mandíbula. A autora do estudo, Gabriele Macho, da Universidade de Oxford (Reino Unido), estudou babuínos para descobrir a dieta desse hominídeo.

A poderosa mandíbula , que indica uma dieta baseada em comidas mais duras, contrasta com os dentes que parecem mais adequados a alimentos macios. Danos na arcada indicam que ela sofria contato com alguma substância abrasiva. Estudos de isótopos indicam que ele comia muito plantas C4 (uma divisão baseada no tipo de fotossíntese) como gramas. Contudo, essa dieta não seria suficiente para um hominídeo de grande cérebro e tamanho corporal médio.

Gabriele descobriu que os babuínos modernos comem grande quantidade de uma planta C4, a junça. Esse alimento contêm suficiente quantidade de minerais, vitaminas e ácidos graxos que seriam particularmente importantes no cérebro desse hominídeo. O estudo foi feito em um ambiente similar ao que o Paranthropus vivia, no Parque Amboseli, no Quênia.

Além disso, esse tubérculo é rico em um tipo de amido que se encaixa no desgaste encontrado nos dentes conhecidos da espécie. Os babuínos estudados têm marcas similares nos seus dentes. 

O hominídeo teria que mastigar por muito tempo o tubérculo, assim a saliva quebraria o amido e possibilitaria a digestão. Essa longa mastigação forçaria bastante a mandíbula e os dentes, o que explicaria a distintiva anatomia cranial da espécie. 

O estudo britânico indica que o hominídeo extrairia nutrientes suficientes dessa fonte - cerca de 2 mil calorias por dia, 80% das calorias diárias, entre duas horas e meia e três. "Junças, que ainda são vendidas em lojas de comida saudável e usadas para moagem e cozimento em alguns país, seria relativamente fácil de achar. Ela também proveria uma grande fonte de nutrição para um hominídeo de porte médio e grande cérebro. É por isso que esses grandes hominídeos foram capazes de sobreviver por cerca de 1 milhão de anos, porque eles poderiam coletar com sucesso - mesmo em períodos de mudança climática", diz a professora.

Fonte: Terra
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