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Pesquisa

Desenhos podem detectar se pessoas estão mentindo, diz estudo

10 out 2009 - 11h30
(atualizado às 12h17)
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Um estudo sugere que uma técnica muito mais simples e barata do que aparelhos de leitura cerebral ou testes psicológicos de polígrafo seria capaz de identificar quando alguém está mentindo. Conforme a investigação, realizada pela Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, a forma como a pessoa desenha uma cena de crime, por exemplo, poderia ajudar a decifrar se ela realmente estava lá ou se participou de tudo. As informações são do site científico New Scientist.

"Os métodos tecnológicos de detecção de mentiras possuem a desvantagem de ser equipamentos especializados muito caros", disse Aldert Vrij, psicólogo forense da universidade, responsável pela pesquisa. Vrij e seus colegas colocaram em prática a ideia de que, como mentirosos não tiveram experiência visual direta do que estão descrevendo, eles poderiam elaborar um cenário diferente para alguém que estava realmente no local.

Para consolidar esta teoria, 31 voluntários vestidos com capas e empunhando facas participaram de uma simulação onde tinham que pegar um laptop de um ator - que posava como agente - para entregá-lo a um segundo agente. Em seguida, o segundo agente pedia aos voluntários para descrever como e em qual local eles receberam o computador para depois esboçar detalhadamente a localização. Metade dos participantes foram orientados a responder a pergunta com uma mentira e a outra parte a dizer a verdade.

Embora muitos dos mentirosos dessem descrições convincentes para os agentes, quando seus desenhos foram comparados com os dos que contaram a verdade, não haviam características que pudessem distinguí-los.

Dois dos 16 mentirosos incluíram o primeiro agente em seu desenho, enquanto que 12 dos 15 selecionados para dizer a verdade optaram por este detalhe. Segundo o especialista, este fator ocorre porque os mentirosos visualizam um lugar que eles conhecem e simplesmente retiram isto, deixando de incluir o agente.

A segunda diferença identificada na pesquisa é que os mentirosos tendem a desenhar o roubo do laptop em uma perspectiva de cima, em vez de colocarem os traços em primeira pessoa. Neste caso, Vrij acredita que, embora os mentirosos tenham vocação para dar rapidamente uma explicação verbal plausível, eles têm dificuldade em imaginar as relações espaciais entre os objetos em uma perspectiva de primeira pessoa.

Aldert Vrij acredita que a técnica poderia auxiliar a polícia em casos que precisa determinar quem está dizendo a verdade. No entanto, conforme Vrij, os criminosos também podem aprender maneiras de escapar do procedimento.

Fonte: Redação Terra
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