O remédio que prometia curar tudo: conheça a história do xarope de láudano que misturava álcool e morfina para aliviar dores - mas criava dependência
Popular na Era Vitoriana, o láudano virou remédio para quase tudo antes de ter seus perigos reconhecidos
Antes da existência dos antibióticos e de outros medicamentos modernos, a medicina recorria a soluções para tratar problemas de saúde que, no mínimo, eram duvidosas. Foi nesse contexto que o láudano se transformou em um dos medicamentos mais populares e controversos do século XIX. Muito consumido durante a Era Vitoriana, entre 1837 e 1901, o xarope de láudano era vendido como um remédio quase universal, seja para aliviar dores, relaxar, conter a tosse e tratar distúrbios intestinais. O problema é que essa solução vista como milagrosa era preparada com uma combinação de álcool, morfina e derivados do ópio, e por isso era capaz de causar dependência e outros efeitos à saúde.
Xarope de láudano: entenda o que é e para que servia a substância
O láudano era um medicamento extremamente potente muito utilizado para o alívio da dor. Mas o que essa substância é, afinal? Ele é, essencialmente, uma tintura de ópio dissolvida em álcool. Porém, não existia uma fórmula única para o medicamento, pois cada fabricante podia ajustar a composição do remédio.
Geralmente, a mistura continha uma alta concentração alcoólica e alcaloides do ópio, como morfina e codeína. Essas substâncias tinham um gosto amargo e forte, e para disfarçar o sabor, eram adicionados outros ingredientes como especiarias, mel ou vinho. Além do alívio de dores, o láudano também reduzia crises de diarreia, ajudava a parar a tosse e induzia ao sono, sendo usado tanto para cólicas menstruais quanto para problemas respiratórios.
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