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Ciência

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O efeito invisível dos adoçantes: cientistas descobrem que sucralose e estévia mudam a microbiota e afetam a saúde de gerações futuras

Estudo mostra que sucralose pode alterar a microbiota até de quem nunca consumiu o adoçante

7 set 2026 - 10h10
(atualizado em 8/9/2026 às 12h10)
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Resumo
Um estudo publicado na Frontiers in Nutrition revelou que adoçantes populares como sucralose e estévia alteram a microbiota intestinal e o metabolismo em camundongos, com impactos transmitidos a gerações futuras. Testes com três gerações mostraram que os efeitos negativos persistiram mesmo em descendentes que jamais ingeriram as substâncias, sendo o impacto da sucralose o mais acentuado. As doses aplicadas equivalem ao consumo diário aceitável para humanos, alertando sobre riscos a longo prazo.
Adocante
Adocante
Foto: shutter / Xataka

Por ser menos calórico, muita gente troca o açúcar por um adoçante na hora de adoçar o cafézinho. Sucralose e estévia, por exemplo, são adoçantes populares e amplamente utilizados como alternativas ao açúcar, mas o que muita gente não sabe é que seus efeitos podem ser prejudiciais para a saúde a longo prazo. Um novo estudo, publicado na revista científica Frontiers in Nutrition, descobriu que o consumo desses adoçantes alterou a microbiota intestinal e outros processos metabólicos em camundongos, e algumas dessas mudanças apareceram também nas gerações seguintes. O efeito foi mais forte no caso da sucralose, que deixou alterações detectáveis até mesmo em descendentes que nunca consumiram o produto.

Experimento acompanhou três gerações de camundongos

Para descobrir se o efeito dos adoçantes poderia ultrapassar o organismo que os consumiu, os pesquisadores dividiram 47 camundongos machos e fêmeas em três grupos. Durante 16 semanas, um grupo recebeu apenas água, enquanto os outros receberam água com sucralose ou estévia em uma concentração de 0,1 mg/ml. As doses foram calculadas para se aproximar da ingestão diária aceitável estabelecida para humanos.

Depois, os animais da primeira geração foram cruzados para produzir a geração F1. Esses descendentes foram novamente cruzados para gerar a F2. O detalhe importante é que F1 e F2 não receberam os adoçantes diretamente: ambas as gerações tiveram acesso apenas à água pura e à mesma ração padrão.

A equipe então acompanhou diferentes ...

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