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Aos 18 anos, estudante baiano transforma erva-doce em fungicida para café 4 vezes mais barato e vence prêmio na maior feira de ciências do mundo

Uma planta conhecida da cozinha ganhou uma função inesperada no campo e levou um estudante baiano ao reconhecimento internacional

3 set 2026 - 14h13
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Resumo
Aos 18 anos, o estudante baiano Kenisson Morais Brito desenvolveu o AnisGuard, um fungicida natural à base de erva-doce para proteger o café na pós-colheita. O produto reduz em até 83,8% a presença de fungos nos grãos e tem custo quatro vezes menor que os defensivos convencionais. Pela inovação sustentável e de baixo custo, o jovem da Escola SESI foi premiado na ISEF, a maior feira de ciências pré-universitária do mundo.
Kenisson Morais Brito
Kenisson Morais Brito
Foto: Câmara Municipal de Vitória da Conquista / Xataka

Aos 18 anos, o estudante baiano Kenisson Morais Brito, de Barra do Choça, encontrou na erva-doce uma alternativa para um problema que afeta diretamente a qualidade do café. Aluno da Escola SESI, ele desenvolveu o AnisGuard, um fungicida natural feito a partir do extrato da planta que consegue reduzir em até 83,8% a presença de fungos no café após a colheita. Além de utilizar uma matéria-prima de fácil acesso, a solução tem um custo estimado em quatro vezes menos que os fungicidas comuns. O projeto chamou a atenção na ISEF 2026, considerada a maior feira de ciências pré-universitária do mundo, onde o jovem recebeu um prêmio pelo trabalho.

A erva-doce encontrou uma nova função no combate aos fungos do café 

A erva-doce é uma planta bastante conhecida no dia a dia, principalmente para uso em chás e preparações culinárias. Mas um estudante baiano de apenas 18 anos encontrou nela uma possibilidade bem diferente: utilizar seus compostos para combater fungos que podem se desenvolver no café durante o período pós-colheita.

Foi a partir do extrato da erva-doce que Kenisson desenvolveu o AnisGuard, um fungicida de origem natural. A proposta é atuar em uma etapa importante da produção do café, quando os grãos já foram colhidos, mas ainda estão sujeitos à ação de microrganismos que podem comprometer sua qualidade. 

Nos testes realizados pelo estudante, o produto conseguiu reduzir em até 83,8% a presença dos fungos analisados. O resultado surpreendeu a comunidade científica, já ...

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