Não bastasse a crise de opiáceos nos EUA, o governo permite droga com efeitos semelhantes em postos de gasolina
Usado para aliviar dores e combater a abstinência, pesquisadores e autoridades de saúde ainda questionam os benefícios e perigos do kratom
A crise dos opioides continua sendo um dos maiores desafios de saúde pública dos Estados Unidos. Mesmo diante disso, um suplemento derivado de uma planta do Sudeste Asiático segue sendo vendido livremente em postos de gasolina, lojas de conveniência e estabelecimentos de produtos naturais em boa parte do país. Conhecido como kratom, ele ganhou popularidade por prometer aliviar dores, aumentar a energia e ajudar na desintoxicação de opióides, álcool e outras substâncias. No entanto, especialistas e órgãos de saúde alertam para os riscos de dependência, intoxicação e mortes associadas ao consumo do produto, enquanto fabricantes defendem o kratom como uma alternativa mais segura aos opioides e pressionam pela flexibilização das regras que regulam sua venda.
O que é o kratom, por que ele ficou tão popular e quais são seus efeitos?
Embora tenha se tornado conhecido recentemente no Ocidente, o kratom, derivado das folhas da árvore Caduca (Mitragyna speciosa) é utilizado há centenas de anos em países do Sudeste Asiático, como Tailândia, Indonésia e Malásia. A planta pertence à mesma família do café e suas folhas podem ser consumidas na forma de chá, pó, cápsulas, gomas ou bebidas concentradas.
Nos Estados Unidos, o uso da substância aumentou significativamente nos últimos anos, impulsionado principalmente pela crise dos opioides. Muitos consumidores passaram a recorrer ao kratom como uma alternativa para aliviar dores crônicas ou reduzir os sintomas da abstinência de medicamentos como...
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