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Ciência

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Lobos de 5 mil anos atrás redefinem o que sabíamos sobre domesticação dos cães e outros animais

Encontramos a "fase intermediária"?

11 jul 2026 - 08h47
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Lobo
Lobo
Foto: unsplash/Chris Ensminger / Xataka

A relação entre seres humanos e lobos pode ter sido muito mais complexa do que os cientistas imaginavam. Um novo estudo encontrou restos de lobos com cerca de 3 mil a 5 mil anos de idade em uma pequena ilha no Mar Báltico onde esses animais jamais poderiam ter chegado sozinhos. A descoberta sugere que comunidades pré-históricas transportavam, alimentavam e possivelmente cuidavam desses lobos muito antes da domesticação completa dos cães.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Estocolmo, do Francis Crick Institute, da Universidade de Aberdeen e da Universidade de East Anglia e foi publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Uma ilha onde lobos não poderiam existir naturalmente

Os restos foram encontrados na caverna Stora Förvar, localizada na ilha sueca de Stora Karlsö. Com apenas 2,5 quilômetros quadrados, a ilha não possui mamíferos terrestres nativos e está cercada por mar aberto, tornando praticamente impossível que lobos a colonizassem naturalmente.

A explicação mais plausível é que esses animais foram levados por seres humanos, provavelmente de barco, durante o período Neolítico e a Idade do Bronze.

Essa conclusão já seria suficiente para tornar a descoberta incomum, mas as análises revelaram detalhes ainda mais surpreendentes.

Eram lobos, não eram cães

Os cientistas analisaram geneticamente dois canídeos encontrados no local. Os testes confirmaram que ambos eram lobos, sem sinais de mistura genética com cães.

Apesar disso, os...

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