Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Ciência

Publicidade

Por que o tsunami de 2011 no Japão foi tão mortal? A perfuração oceânica mais profunda já registrada pode explicar o fenômeno

Foi tudo culpa de uma simples camada de argila?

6 jul 2026 - 12h04
(atualizado às 12h22)
Compartilhar
Exibir comentários
Tsunami
Tsunami
Foto: Unsplash/NOAA / Xataka

O terremoto de magnitude 9,1 que atingiu o Japão em março de 2011 provocou um dos tsunamis mais devastadores da história moderna, deixando cerca de 20 mil mortos, desencadeando o acidente nuclear de Fukushima e causando prejuízos superiores a US$ 200 bilhões. Agora, um estudo publicado na revista Science pode ter descoberto um dos principais fatores que tornaram o desastre tão extremo.

Pesquisadores identificaram uma fina camada de argila extremamente escorregadia localizada sob a Fossa do Japão, no Oceano Pacífico. Segundo a equipe, essa formação geológica permitiu que a ruptura do terremoto alcançasse o fundo do mar, deslocando o leito oceânico em uma escala sem precedentes e gerando o gigantesco tsunami.

A perfuração mais profunda já realizada no fundo do oceano

Para entender por que o terremoto de 2011 se comportou de maneira tão diferente da maioria dos grandes sismos, cientistas de diversos países embarcaram no navio de pesquisa Chikyu e realizaram a perfuração científica mais profunda já feita no fundo do oceano, um feito reconhecido pelo Guinness World Records.

As amostras retiradas de aproximadamente 8 quilômetros abaixo da superfície do mar revelaram uma camada de cerca de 30 metros de espessura composta por argila pelágica, um sedimento extremamente macio formado ao longo de milhões de anos pelo acúmulo de partículas microscópicas no fundo do oceano.

Os pesquisadores explicam que essa camada funciona como uma espécie de "linha de ruptura" natural, concentrando o ...

Veja mais

Matérias relacionadas

Pesquisadores analisaram o cérebro de pessoas que fazem meditação e descobriram algo inesperado sobre a "idade cerebral" delas

O rastro do esgoto: como remédios antidepressivos foram parar no cérebro de tubarões no Rio de Janeiro

A nova estrela em ascensão na área de IA não é engenheiro nem cientista de dados, mas domina o estoicismo: a filosofia

Os psicólogos concordam: dirigir com ansiedade ou depressão multiplica o risco de acidentes

China está se preparando para ser a única potência mundial com estação espacial própria, mas NASA não quer facilitar as coisas

Xataka
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra