A ciência explica por que dedicar alguns minutos à mobilidade pode mudar a forma como você envelhece
Estudos mostram que dedicar poucos minutos por semana aos exercícios de mobilidade melhora o desempenho físico, protege as articulações e favorece um envelhecimento mais saudável
Você consegue agachar sem dificuldade? Levantar do chão sem usar as mãos? Girar os ombros completamente ou subir uma escada sem sentir rigidez? Essas tarefas parecem simples, mas dependem da mobilidade do corpo, uma capacidade que costuma receber pouca atenção nos exercícios diários.
Muito além dos tradicionais alongamentos antes do treino, os exercícios de mobilidade trabalham a amplitude de movimento das articulações e a coordenação entre músculos, tendões e sistema nervoso.
Estudos recentes mostram que manter essa capacidade ao longo da vida não melhora apenas o desempenho esportivo: também reduz o risco de lesões, preserva a autonomia durante o envelhecimento e pode até diminuir a probabilidade de quedas em idosos.
Mobilidade não é a mesma coisa que flexibilidade
Embora os dois conceitos sejam frequentemente confundidos e tratados como sinônimos, a mobilidade e a flexibilidade representam habilidades diferentes.
A flexibilidade diz respeito à capacidade de um músculo se alongar. Já a mobilidade envolve a capacidade de movimentar uma articulação em toda sua amplitude de forma controlada, estável e eficiente.
Em outras palavras, uma pessoa pode conseguir tocar os pés com as mãos e ainda assim apresentar baixa mobilidade nos quadris, tornozelos ou ombros.
O que acontece no corpo quando você trabalha a mobilidade?
Ao movimentar regularmente as articulações em toda sua amplitude, o organismo responde de várias formas.
Os exercícios estimulam a produção e a circulação do ...
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