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Estudo: asteroide criaria superburaco na camada de ozônio

14 out 2010 - 08h46
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Um modelo criado pelo Instituto de Ciência Planetária de Tucson, no Arizona, Estados Unidos, indica que, se um asteroide de tamanho médio (entre 500 m e 1 km de diâmetro) atingisse um oceano na Terra, o resultado seria um buraco na camada de ozônio maior do que aquele que foi descoberto sobre o Polo Sul. As informações são do site da revista New Scientist.

Imagem do satélite Meteosat-7, localizado sobre o oceano Índico, combina registro térmico e ótico para registrar eclipse em 2009
Imagem do satélite Meteosat-7, localizado sobre o oceano Índico, combina registro térmico e ótico para registrar eclipse em 2009
Foto: Eumetsat / Divulgação

Segundo o modelo gerado em computador, além de um tsunami, o asteroide levaria a uma grande evaporação de água que, aliada ao sal do mar, danificariam a camada de ozônio, o que aumentaria a níveis alarmantes a radiação ultravioleta, maiores do que o ser humano suportaria.

De acordo com o site, já foram descobertos 818 asteroides relativamente próximos a Terra e que tem pelo menos 1 km de diâmetro, mas as chances de impacto com o nosso planeta são minúsculas. Contudo, as descobertas constantes desses corpos indicam que existem muitos outros que ainda não vimos e não sabemos as chances deles nos atingirem.

Durante o experimento, o time simulou o que ocorreria se um asteroide de 1 km de largura atingisse o mar a 18 km/s, em um ângulo de 45° no hemisfério norte. A quantidade de água - tanto em forma líquida como em vapor - que seria jogada na atmosfera pelo impacto seria de 42 trilhões de kg, o suficiente para encher 16 milhões de piscinas olímpicas.

Na atmosfera, a água e compostos contendo clorina e bromina, resultantes dos sais do mar vaporizados, destruiriam o ozônio muito mais rapidamente que a quantidade que é criada naturalmente.

Algumas simulações indicavam, inclusive, que o enfraquecimento da camada ocorreria em todo o planeta. No pior dos casos, o gás chegaria a apenas 30% dos níveis normais nas regiões mais críticas.

Além dos problemas diretos causados à saúde humana pela radiação solar (é só lembrarmos que, com o nível normal, o sol já queima nossa pele no verão), o aumento dos raios ultravioleta também danificaria plantas e afetaria, portanto, a produção de comida.

O estudo, segundo a reportagem, pode levar a outras pesquisas para a prevenção de eventos catastróficos, como o estudo de plantas que resistem mais aos raios UV.

O resultado não seria muito melhor se o asteroide atingisse o continente. Já se sabe que ele certamente criaria uma espessa nuvem de poeira que impediria o crescimento de plantas. Mas agora a equipe trabalha em um modelo do impacto em terra seca - e como este afetaria a atmosfera - para saber com mais detalhes o que poderia acontecer e como poderíamos antecipar ações para evitar maiores danos.

Fonte: Redação Terra
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