China ordena que seus navios deem meia-volta em Ormuz: isso revela a retirada silenciosa de seus petroleiros
A Agência de Informação de Energia (EIA) estima que 84% do petróleo bruto e 83% do GNL têm como destino final os mercados asiáticos, com a China como principal destino
Os Estados Unidos lançaram no fim de semana uma série de bombardeios sobre instalações nucleares no Irã. A reação de Teerã não demorou: o Parlamento propôs o fechamento do estreito de Ormuz, uma rota por onde circula quase um quinto do petróleo e do gás exportados por via marítima no mundo. Embora a decisão final esteja nas mãos do líder supremo, Ali Khamenei, a ameaça já abalou as rotas marítimas do Golfo Pérsico.
Nesta segunda-feira, ao menos um petroleiro chinês começou a dar meia-volta, segundo informou a conta especializada OilBandit. Outras embarcações estariam atrasando suas rotas ou desviando o trajeto. Embora o bloqueio ainda não seja oficial, o efeito dominó já começou. Para a China, principal parceira energética do Irã e maior compradora do seu petróleo bruto, o risco de uma escalada não é apenas econômico, mas também diplomático.
O Ministério das Relações Exteriores chinês instou a comunidade internacional a "manter a estabilidade nas rotas críticas do Golfo Pérsico" e pediu esforços para a redução do conflito, segundo o The Wall Street Journal. O porta-voz Guo Jiakun assegurou que Pequim mantém comunicação com o Irã e outros atores envolvidos.
Além disso, a China classificou as águas do golfo como "canais importantes do comércio internacional", destacando que sua segurança é um interesse comum, segundo a Europa Press. Enquanto isso, Washington pediu explicitamente a Pequim que atue como intermediária. "Eles dependem fortemente do estreito de Ormuz para seu ...
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