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Fracasso? Explosão de lançamento de 1º foguete no Brasil era 'risco esperado'; nova tentativa está prevista

Agência Espacial Brasileira afirma que protocolos de segurança funcionaram na missão Spaceward

12 jan 2026 - 04h59
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Resumo
A Agência Espacial Brasileira afirmou que a explosão do foguete em Alcântara estava entre os riscos previstos, com protocolos de segurança funcionando corretamente, e um novo lançamento deve ocorrer ainda em 2026.
Apesar de explosão, agência do governo chama lançamento de foguete de ‘marco para o Brasil’:

A explosão do foguete sul-coreano HANBIT-Nano, ocorrida durante a missão Spaceward, não comprometeu o Programa Espacial Brasileiro nem as parcerias internacionais firmadas para lançamentos a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), o resultado, em dezembro passado, estava dentro dos riscos esperados para um primeiro voo orbital e há expectativa para um novo lançamento ainda em 2026.

As falhas em tentativas iniciais de veículos lançadores são estatisticamente comuns no setor aeroespacial.

“Não foi um risco que pegou a gente desprevenido, era um risco que já era conhecido, tanto pela empresa, quanto pela Agência Espacial Brasileira, quanto pela Aeronáutica Brasileira, e, portanto, a gente já trabalhava com a possibilidade de que houvesse alguma falha técnica”, afirmou Rodrigo Leonardi, presidente em exercício da Agência.

O foguete HANBIT-Nano foi lançado na noite de 22 de dezembro e apresentou uma anomalia cerca de 30 segundos após a decolagem, colidindo com o solo dentro da área de segurança da base. O voo não tripulado levava oito cargas úteis, entre satélites e experimentos científicos do Brasil e da Índia, e tinha como objetivo a inserção em órbita terrestre baixa.

Histórico

Dados históricos indicam que até 80% dos foguetes podem apresentar problemas em seus primeiros lançamentos orbitais, especialmente quando se trata da estreia de um novo modelo. “O mais importante é que não houve nenhuma falha humana. As equipes fizeram tudo corretamente, dentro dos protocolos”.

Apesar da perda da missão, a avaliação do governo brasileiro é de que a operação foi parcialmente bem-sucedida. Todos os sistemas sob responsabilidade do Brasil — como infraestrutura, logística e protocolos de segurança — funcionaram conforme o previsto. Não houve vítimas, danos à população ou prejuízos relevantes às instalações do CLA, o que, segundo a AEB, demonstra a maturidade operacional do centro espacial.

Primeiro foguete comercial partindo do Brasil é lançado no Maranhão; transmissão aponta anomalia
Primeiro foguete comercial partindo do Brasil é lançado no Maranhão; transmissão aponta anomalia
Foto: Reprodução

Para o engenheiro mecânico Cristiano Vilanova, da AEB, que acompanhou a operação Spaceward, a tarefa do Brasil na missão foi cumprida. “A nossa tarefa, como Estado brasileiro durante esse lançamento, era garantir a segurança da operação. Garantimos que, caso alguma coisa acontecesse, não houvesse nenhum tipo de dano a terceiros, nem perda de vidas humanas”.

Planos continuam

A Agência também destacou que a explosão não afeta os planos de longo prazo do país. O Brasil segue investindo no desenvolvimento de veículos lançadores próprios, como o VLM (Veículo Lançador de Microssatélites) e o MLBR (Microlançador Brasileiro), além de manter a estratégia de atrair empresas estrangeiras interessadas em operar a partir de Alcântara.

A expectativa é que novos contratos e operações comerciais avancem com mais agilidade após a criação da empresa pública Alada, voltada à gestão do uso econômico da base.

Novo lançamento previsto

No caso específico da missão Spaceward, a AEB esclareceu que a operação foi encerrada, como previsto em seu planejamento inicial. Uma eventual nova tentativa da Innospace deverá ocorrer sob outra operação.

“Um novo lançamento vai ocorrer em outra operação, com um modelo corrigido do foguete. A empresa vai identificar a causa do mau funcionamento, fazer os ajustes necessários e, a partir disso, partir para uma nova operação”, ressalta Vilanova.

Novo lançamento deve acontecer em 2026
Novo lançamento deve acontecer em 2026
Foto: Reprodução/CNN/Innospace

A própria empresa já sinalizou interesse em retornar ao Brasil, o que, para a Agência, é um indicativo de confiança na infraestrutura e nos serviços oferecidos pelo país. “Do ponto de vista do Programa Espacial Brasileiro, a gente continua investindo e não abre mão da ambição de ter acesso independente ao espaço”, diz o presidente em exercício da AEB.

“Foi um veículo lançador desenvolvido por terceiros, mas também é uma ambição do Programa Espacial Brasileiro provar que os nossos centros de lançamento são, do ponto de vista comercial, atraentes”, continua.

Procurada, a Innospace não retornou a tentativa de contato do Terra.

Fonte: Portal Terra
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