Japão descobre megajazida de terras raras suficiente para 700 anos
A 6.000 metros de profundidade no mar, minérios representarão desafio técnico para extração
O governo japonês confirmou esta semana um avanço histórico: o navio de pesquisa científica Chikyu conseguiu extrair amostras de sedimentos saturados de terras raras a uma profundidade recorde de 6.000 metros. Para o Japão, que ainda importa cerca de 70% de seus metais críticos da China, esse tesouro submarino pode ser o que faltava para recuperar a soberania diante de seu imprevisível vizinho.
Os números são impressionantes e fazem dessa zona econômica exclusiva (ZEE) japonesa uma das mais ricas do planeta. Segundo as primeiras estimativas, as águas que cercam Minami Torishima abrigariam mais de 16 milhões de toneladas de terras raras. Se esses volumes forem confirmados, o Japão passará a deter a terceira maior jazida do mundo, capaz de suprir a demanda por vários séculos para determinados componentes estratégicos.
Para entender melhor a dimensão dessa descoberta, veja um panorama dos recursos estimados de dois metais indispensáveis às indústrias de ponta:
Um escudo contra a "diplomacia da torneira" de Pequim
Essa aceleração japonesa não é por acaso. Em um contexto de tensões crescentes, especialmente em torno da questão de Taiwan, Pequim recentemente apertou o cerco sobre suas exportações de produtos chamados "de uso duplo". Em termos simples, a China utiliza sua dominação no refino (92% do mercado mundial) como instrumento de pressão. A primeira-ministra Sanae Takaichi foi bastante clara quanto ao alcance dessa missão em sua conta no X:
É uma primeira etapa rumo à ...Matérias relacionadas