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Defesa vai alegar que julgamento de Ubiratan é ilegal

Sexta, 29 de junho de 2001, 10h18

Sérgio Gwercman/Redação Terra

A defesa do coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo, Ubiratan Guimarães, vai alegar que o julgamento do policial é ilegal. O advogado de Ubiratan, Vicente Cascione, não quis dar mais detalhes do porque da alegação, mas garante que vai expor esse argumento para os jurados. "Esse réu não poderia estar sendo julgado", afirmou pouco antes do inicio do último dia do julgamento.

Apesar de considerar que Ubiratan não poderia estar sentado no banco dos réus, Cascione afirma que prosseguiu com o julgamento a pedido de Ubiratan. "O Coronel quer ser julgado porque não agüenta mais ter uma espada na cabeça", disse, referindo-se a responsabilidade, atribuído ao réu, pela invasão do Pavilhão nove da Casa de Detenção de São Paulo, no episódio conhecido como o Massacre do Carandiru.

Para expor os seus argumentos, Cascione pretende também convencer os jurados de que não houve massacre e sim um confronto, a defesa pediu à juíza Maria Cristina Cotrofe mais do que as duas horas previstas para falar. "A Constituição prevê a plenitude do direito de defesa", alega, que não poderia, para o advogado, ser limitada por tempo. Cotrofe ainda não respondeu a Cascione.

Suspensão - O advogado acha remota as chances da suspensão do julgamento do Coronel, pedida sob forma de liminar pelo advogado de 48 PMs também envolvidos na invasão, Antônio Cândido Dinamarco. Cascione considera que o pedido tem fundamento jurídico, mas acha que Dinamarco deve conseguir apenas que as provas apresentadas contra Ubiratan sejam invalidadas no julgamento dos PMs.

Cascione respondeu às críticas de Dinamarco, ele havia dito que deveria ter sido consultado. "Eu não tenho que procurar advogado nenhum", disse. Cascione disse ainda que mesmo a sentença saindo hoje, ela pode ser anulada pelo pedido do advogado dos 48 PMs. Ele diz ainda que isso pode favorecer Ubiratan, caso ele seja considerado culpado, ou não, caso os jurados absolvam o coronel reformado.

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