Últimas     Notícias     Mundo     Brasil     Economia     Popular     Especiais     Esportes     Informática     Diversão

INDICADORES
» Cotação do dólar
» Outros indicadores
BOLSA DE VALORES
» Consulte uma cotação
» Outras bolsas
PREVISÃO DO TEMPO

» Imagem do satélite
SERVIÇOS
» Agenda
» Empregos
» Horóscopo
» Imposto de Renda
» Mapas
» Mega-Sena
» Finanças Pessoais
BUSCA
» Busca em notícias
» Busca na Internet

Sobreviventes do massacre do Carandiru relatam horror ao júri

Segunda, 25 de junho de 2001, 16h16
Os sobreviventes do massacre do Carandiru, David Ferreira de Lima, Daniel Soares e Marco Antonio de Moura, narraram hoje aos jurados os horrores que viveram, no dia da invasão da Polícia Militar na Casa de Detenção de São Paulo, em outubro de 1992. Durante o julgamento do coronel reformado da PM, Ubiratam Guimarães, acusado pela morte de 111 presos e pela tentativa de homicídio contra outros cinco, as testemunhas negaram a versão da defesa, de que os detentos rebelados que morreram teriam tentado enfrentar a polícia. Ao todo serão ouvidos 14 testemunhas, dez de acusação e cinco de defesa.

De acordo com a rádio CBN, os sobreviventes contaram que os agentes penitenciários abandonaram o pavilhão 9, em rebelião, assim que as brigas entre os presos começaram. Os três apresentaram versões parecidas sobre o que teria ocorrido. Segundo eles, os PMs teriam disparado nos presos pelas ventanas das portas das celas, quando os detentos estavam tentando se proteger. Eles também contaram que os presos estariam proibidos de olhar no rosto dos policiais, sob ameaças de serem mortos.

Deus cria e a Rota mata - O ex-detento Marco Antonio de Moura, o terceiro a depor, contou ainda que viu cerca de vinte cadáveres empilhados no poço do elevador do pavilhão 9, no dia em que a Tropa de Choque invadiu o local. Moura disse também que os policiais gritavam frases como "Deus cria e a Rota mata". Ainda na tarde de hoje, os jurados ouvirão mais dois sobreviventes do massacre.

O ex-detento Luis Alexandre de Freitas, que foi ferido por um tiro na época do massacre, afirmou que teve que se esconder no meio dos cadáveres para não ser morto e depois chegou a recolher cerca de 20 cadáveres das celas do presídio, obrigado pelos policiais.

O julgamento de Guimarães, que começou na última quarta-feira, entrou hoje na fase de depoimento de testemunhas, depois que os sete furados fizeram uma breve visita ao Carandiru. Até agora o júri ouviu a leitura de peças do processo, trechos de livros e reportagens relacionados ao assunto. Ao todo foram cerca de 30 mil folhas. O processo, que pode durar 10 dias e ser o mais longo da história, ocorre no Complexo Judiciário Ministro Mário Guimarães, o Fórum Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.

Leia mais:
» Juíza acata pedido da defesa e jurados visitam Carandiru
» Testemunhas do massacre do Carandiru começam a ser ouvidas
» Coronel da PM: "se intenção era matar, por que só 111 mortos?"
» Defesa de coronel Ubiratan quer levar jurados ao Carandiru
» Fleury defende coronel e diz que invasão em 92 foi legítima
» "A culpa é dos presos que se rebelaram", diz defesa de PM
» Saiba mais sobre o massacre do Carandiru em 1992
» Veja as fotos do início do julgamento

Redação Terra

Volta

 
 

Copyright© 1996 - 2001 Terra Networks, S.A. Todos os direitos reservados. All rights reserved.