Bombinhas, em SC, é a "capital do mergulho ecológico"

Bombinhas, em Santa Catarina, aparece com frequência em reportagens de turismo por causa do mar transparente e da natureza preservada. A cidade ganhou o apelido de capital do mergulho ecológico e mantém essa fama há mais de uma década. Esse título não surgiu por acaso, já que o município combina áreas de preservação, praias pequenas […]

11 fev 2026 - 20h02

Bombinhas, em Santa Catarina, aparece com frequência em reportagens de turismo por causa do mar transparente e da natureza preservada. A cidade ganhou o apelido de capital do mergulho ecológico e mantém essa fama há mais de uma década. Esse título não surgiu por acaso, já que o município combina áreas de preservação, praias pequenas e costões rochosos cheios de vida marinha.

Localizada em uma península do litoral catarinense, Bombinhas ocupa uma área reduzida, mas concentra grande número de praias e trilhas. A região recebe turistas durante o ano inteiro, porém a alta temporada se concentra no verão. Nesse período, a população cresce bastante e o turismo impulsiona a economia local. Mesmo assim, o município tenta equilibrar a atividade turística com regras ambientais.

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O que significa ser a capital do mergulho ecológico?

O título de capital do mergulho ecológico indica que Bombinhas não se destaca apenas pelo lazer na praia. A cidade se projeta como destino para mergulho consciente, com foco na observação da natureza. Operadoras, escolas de mergulho e guias locais costumam seguir normas específicas. Elas orientam grupos a não tocar nos animais, não recolher conchas e não pisar em áreas de corais ou costões sensíveis.

Esse modelo valoriza o ambiente marinho e também cria uma experiência diferenciada. Os visitantes observam peixes, tartarugas e formações rochosas sob a água, mas mantêm distância segura. Além disso, muitas saídas de mergulho incluem explicações sobre espécies locais e sobre a importância da conservação. Dessa forma, Bombinhas reforça a ideia de turismo ecológico e reduz o impacto da atividade recreativa.

Bombinhas: capital do mergulho ecológico em detalhes

A expressão capital do mergulho ecológico em SC também se apoia na geografia da cidade. A península apresenta enseadas, ilhas próximas e costões protegidos do vento. Esses fatores ajudam a manter boa visibilidade na água durante grande parte do ano. Em muitos pontos, o mergulho livre com máscara e snorkel já permite contato intenso com a vida marinha, sem necessidade de cilindro.

Bombinhas – depositphotos.com / lltrarbach
Bombinhas – depositphotos.com / lltrarbach
Foto: Giro 10

Algumas praias se tornaram conhecidas justamente por essa característica. A Praia da Sepultura, por exemplo, oferece água calma e clara, cercada por pedras e vegetação. A Lagoinha e a Prainha também recebem praticantes de snorkeling. Em áreas mais fundas, barcos levam grupos para mergulho autônomo, com cilindros, em lajes e parcéis onde peixes se concentram.

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  • Mergulho livre: máscara, snorkel e nadadeiras em áreas rasas.
  • Mergulho autônomo: com cilindro e acompanhamento de instrutor.
  • Batismo de mergulho: primeira experiência guiada para iniciantes.
  • Mergulho técnico: voltado a praticantes experientes, em pontos mais profundos.
Bombinhas – depositphotos.com / vbacarin
Foto: Giro 10

Como o mergulho ecológico influencia o turismo em Bombinhas?

O turismo de mergulho ecológico em Bombinhas sustenta boa parte da economia local. Hotéis, pousadas, restaurantes e serviços de passeio dependem, em grande medida, do fluxo de visitantes. A atividade cria empregos diretos, como instrutores, marinheiros e monitores ambientais. Ela também movimenta setores de comércio, que vendem roupas de banho, equipamentos e lembranças.

Ao mesmo tempo, o município adota medidas para controlar o excesso de visitantes em áreas sensíveis. Algumas trilhas e praias contam com limites diários de acesso, cobrança de taxa ambiental e fiscalização. Essas práticas procuram evitar degradação do solo, acúmulo de lixo e poluição da água. Assim, a cidade preserva o atributo de capital do mergulho ecológico e mantém a atratividade a longo prazo.

  1. Definir regras claras de uso das praias.
  2. Fiscalizar embarcações e pontos de mergulho.
  3. Investir em educação ambiental para moradores e turistas.
  4. Manter monitoramento da qualidade da água.

Quais são as principais áreas naturais ligadas ao mergulho?

Bombinhas reúne várias regiões de preservação que se relacionam diretamente com o mergulho ecológico. A restinga, por exemplo, cobre áreas de dunas e margens de praia, sobretudo na região de Mariscal. Essa vegetação segura a areia, abriga aves e pequenos animais e protege o lençol freático. ONGs e moradores atuam para impedir construções de grande porte nesses trechos.

Os costões rochosos também exercem papel importante. Eles servem de abrigo para peixes, moluscos e algas, que formam verdadeiros jardins submersos. Em muitos pontos, placas informativas orientam sobre espécies e regras básicas de conduta. A presença de trilhas ecológicas cria conexão entre ambiente terrestre e marinho e amplia o interesse de quem visita Bombinhas motivado pelo turismo de natureza.

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Mergulho ecológico e qualidade de vida na cidade

O foco em mergulho sustentável dialoga com outros indicadores do município. Bombinhas apresenta Índice de Desenvolvimento Humano alto e taxa de expectativa de vida elevada. A presença de áreas verdes, ar mais limpo e atividades ao ar livre contribui para esse cenário. A população convive de forma direta com o mar e com o turismo, o que exige planejamento constante.

Políticas públicas na área de saúde, educação e saneamento influenciam a qualidade da água e das praias. Investimentos em coleta e tratamento de esgoto, por exemplo, tornam o mergulho mais seguro e reduzem riscos ao meio ambiente. Dessa maneira, a imagem de capital do mergulho ecológico depende não apenas da beleza natural, mas também da gestão urbana e do envolvimento comunitário.

Bombinhas segue, assim, como referência nacional em turismo costeiro alinhado à preservação. A cidade combina estrutura turística, educação ambiental e controle de impactos para manter a vocação para o mergulho ecológico. Esse modelo mostra que um destino de praia pode receber visitantes em grande número e, ao mesmo tempo, cuidar com rigor do patrimônio natural que sustenta a própria economia.

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