Vacina ACWY até os 59 anos: quem precisa tomar e até quando vai a repescagem

Especialistas tiram todas as dúvidas sobre a oferta temporária da vacina contra meningite na rede pública para adultos e explicam a importância do reforço

30 out 2026 - 20h49
Resumo
A ampliação da vacina meningocócica ACWY para adultos de até 59 anos integra uma estratégia de repescagem voltada à contenção da meningite bacteriana grave. A imunização é indicada prioritariamente a grupos com condições clínicas especiais, imunodeprimidos e indivíduos sob maior risco de exposição epidemiológica. O público-alvo deve buscar os serviços de saúde para verificar o esquema vacinal e garantir a proteção antes do encerramento do prazo estipulado pelas autoridades de saúde pública.

Neste sábado, dia 31, termina o prazo para que todas as pessoas com idade de até 59 anos possam receber a vacina ACWY na cidade do Rio de Janeiro e em Nova Iguaçu. A dose está sendo ofertada a essa faixa etária de forma excepcional na rede pública para evitar o desperdício de um lote de unidades que está com data próxima ao vencimento. Mas afinal, quem já se vacinou contra a doença meningocócica na infância deve buscar essa nova dose? E quem não se lembra? Confira abaixo as respostas para as 6 principais dúvidas sobre a imunização.

Entenda quem deve tomar a vacina ACWY contra meningite até 59 anos, onde encontrar as doses e se quem já se vacinou pode repetir a dose
Entenda quem deve tomar a vacina ACWY contra meningite até 59 anos, onde encontrar as doses e se quem já se vacinou pode repetir a dose
Foto: Canva Equipes/Sezeryadigar de Getty Images Signature / Bons Fluidos

1. O que é a vacina ACWY?

A vacina ACWY protege contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis (A, C, W e Y), responsável pela doença meningocócica invasiva. Essa condição pode se manifestar como meningite — uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal — ou como meningococcemia, que é uma infecção generalizada do sangue. Nesse sentido, vale destacar que os quadros apresentam evolução rápida e podem provocar complicações graves, sequelas permanentes e até mesmo a morte.

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2. Para quem a vacina já está disponível no SUS?

O imunizante faz parte da vacinação de rotina de crianças e adolescentes no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI):

  • Crianças: Utilizada desde o ano passado como dose de reforço aos 12 meses de idade, após o esquema inicial aos 3 e 5 meses feito com a vacina meningocócica C.

  • Adolescentes: Aplicada em dose única entre 11 e 14 anos de idade.

Contudo, o engajamento dos jovens ainda precisa melhorar. Segundo o que a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, disse ao jornal 'O Globo': "O adolescente tem um papel importante na transmissão. Muitas vezes, ele tem o meningococo na garganta, não sabe, não desenvolve sintomas, mas transmite para as principais vítimas que são as crianças". Dados do Ministério da Saúde mostram que apenas 67,1% dos jovens de 11 a 14 anos receberam a dose neste ano, abaixo da meta considerada ótima, de ao menos 80%.

3. Quem pode tomar a vacina agora e onde encontrar?

De modo excepcional, os municípios do Rio de Janeiro e Nova Iguaçu passaram a ofertar uma dose da vacina ACWY a todos os adultos de até 59 anos. A estratégia segue recomendação do Ministério da Saúde, mas a oferta termina neste dia 31 de outubro.

4. Quem se vacinou na infância ou não lembra deve tomar?

Sim. A especialista Flávia Bravo esclareceu que a proteção da vacina dura, em média, de cinco a seis anos. Por isso, a aplicação é recomendada mesmo para quem já fez uma dose anterior no passado — o que provavelmente ocorreu em poucos casos na rede privada, já que a ACWY entrou no SUS recentemente. Por outro lado, quem não se lembra se já tomou também pode receber a dose com segurança.

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5. Quem não deve tomar a vacina ACWY?

A diretora da SBIm reforçou que praticamente não há contraindicações e que a imunização é considerada altamente segura. "A única é se a pessoa tem um histórico de reação de hipersensibilidade grave, como anafilaxia, a algum componente da formulação da vacina ou ao ter recebido uma dose anterior dela, o que é muito raro. Então para a grande maioria das pessoas, mesmo com comorbidades, imunodeprimidas, não há contraindicação", concluiu.

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