Resgatado das ruas e com três patas, ele virou cão de terapia e conquistou o título de mais fofo do mundo

Champ perdeu uma das patas, ganhou nova família e encontrou um propósito inesperado. A história do cão de terapia que conquista corações.

30 out 2026 - 17h00
(atualizado às 17h01)
Resumo
Resgatado das ruas do Texas com uma pata amputada, Champ, de 10 anos, foi adotado em 2023 pela professora Susan Carmody, em Nova York. Superando as limitações físicas, o animal tornou-se cão de terapia certificado, atuando no suporte emocional em escolas, aeroportos e asilos. Em outubro, ele venceu o concurso "Cão Resgatado Mais Fofo do Mundo", garantindo ração e uma doação de mil dólares destinada por sua tutora à ONG Wagging Tails Rescue NY, responsável por viabilizar o resgate original.

Champ, um cão mestiço com características de Yorkshire Terrier, foi resgatado das ruas, precisou amputar uma das patas traseiras e encontrou uma nova família. Hoje, o cão de terapia visita escolas, aeroportos e instituições para idosos, levando companhia e conforto a pessoas de diferentes idades.

Cão de terapia / Champs em diferentes momentos e no colo de sua tutora. Crédito: Amy Zounes
Cão de terapia / Champs em diferentes momentos e no colo de sua tutora. Crédito: Amy Zounes
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

A história do cachorro de 10 anos, que vive no estado de Nova York, nos Estados Unidos, ganhou ainda mais destaque neste mês de outubro, quando ele venceu o concurso World's Cutest Rescue Dog (Cão Resgatado Mais Fofo do Mundo).

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Mas Champ chama a atenção por algo que vai além do prêmio. Depois de superar os desafios de sua própria trajetória, ele passou a levar companhia e carinho a pessoas que encontra pelo caminho.

O resgate que mudou a vida de Champ

Antes de receber esse nome, o cachorro era chamado Chunk. Ele foi encontrado nas ruas do Texas, nos Estados Unidos, com uma lesão grave em uma das patas traseiras.

Após uma avaliação veterinária, os profissionais concluíram que a amputação seria a melhor opção para que ele tivesse a oportunidade de viver sem dor.

A cirurgia ocorreu sem problemas, e o animal foi encaminhado à organização Wagging Tails Rescue NY, responsável por buscar um novo lar para ele.

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Em 2023, Susan Carmody, professora de educação especial de 58 anos, conheceu a história do cachorro enquanto procurava outro animal para adotar, após a morte de seu antigo companheiro.

Em entrevista à revista People, ela contou que foram as orelhas características de Champ e a ausência de uma das patas que chamaram sua atenção. Susan acreditou que poderia oferecer a ele uma segunda chance.

Por que ele recebeu o nome Champ

Em novembro de 2023, Susan viajou de Cohoes, no estado de Nova York, para adotar o cachorro. Na ocasião, ele estava havia cerca de um mês sem a pata amputada.

A tutora se surpreendeu ao perceber como ele conseguia correr, pular e brincar mesmo após a cirurgia. Segundo ela, nada parecia impedi-lo de explorar o ambiente e aproveitar as atividades do dia a dia.

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Foi essa disposição que inspirou a mudança de nome. Champ significa campeão em inglês.

Susan já havia adotado anteriormente um cachorro cego e surdo e estava familiarizada com os desafios de cuidar de animais com necessidades especiais. Com Champ, ela percebeu também uma facilidade para conhecer lugares novos e estar perto de pessoas.

O que faz um cão de terapia

A afinidade com as pessoas levou Susan a buscar a certificação de Champ pela Alliance of Therapy Dogs, organização que avalia cães para visitas terapêuticas.

Um cão de terapia participa, acompanhado de seu tutor ou condutor, de visitas a locais como hospitais, escolas e instituições para idosos.

A proposta é proporcionar companhia e interação, que podem contribuir para o bem-estar das pessoas atendidas.

Mas não basta ser um cachorro dócil ou gostar de receber carinho. O animal precisa apresentar comportamento adequado para interagir com pessoas em diferentes situações, além de estar saudável e cumprir os critérios de avaliação da organização responsável pela certificação.

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As diretrizes da American Animal Hospital Association (AAHA) reconhecem que essas interações podem integrar atividades voltadas ao bem-estar físico, social, emocional ou cognitivo.

Os resultados dependem do contexto e da forma como a atividade é conduzida.

Também existe uma diferença importante entre cão de terapia e cão de assistência. Enquanto o primeiro participa de visitas para interagir com diferentes pessoas, o segundo é treinado para realizar tarefas específicas que auxiliam uma pessoa com deficiência.

As visitas que se tornaram parte da rotina

Hoje, Champ visita regularmente aeroportos, escolas e instituições de moradia assistida para idosos. Ele também acompanha Susan em suas aulas de educação especial, onde, segundo a tutora, os estudantes o recebem como uma celebridade.

Susan contou que percebe a importância desses encontros ao observar as expressões das pessoas durante as visitas. Para ela, ver os rostos se iluminarem é uma maneira de reconhecer o valor daqueles momentos.

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A atuação de Champ não significa que todos os cães resgatados possam exercer a mesma função. O temperamento, o comportamento e a preparação do animal são importantes para que as visitas ocorram de maneira segura e adequada.

A conquista que deu visibilidade à sua história

O prêmio rendeu a Champ um ano de alimentação para cães e uma doação de US$ 1.000 para uma organização de resgate escolhida por Susan.

A tutora decidiu destinar o valor à Wagging Tails Rescue NY, instituição que recebeu Champ após a cirurgia e ajudou a encontrar um lar definitivo para ele.

A doação também é uma forma de agradecer pelo trabalho realizado com outros animais resgatados.

Fonte: SaúdeLAB
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