Urticária ao Frio: Entenda os Sintomas e Como Prevenir

Conhecida como urticária ao frio, a condição pode provocar coceira, vermelhidão e até sintomas mais graves após a exposição a baixas temperaturas

19 jun 2026 - 16h13
Resumo
A urticária ao frio, conhecida como 'alergia ao frio', é uma reação cutânea desencadeada pelo contato com baixas temperaturas. Os sintomas incluem coceira, lesões avermelhadas e, em casos graves, dificuldades respiratórias. Apesar de não ter cura, a condição pode ser controlada com cuidados simples, como evitar temperaturas extremas e seguir orientações médicas. ❄️

Para algumas pessoas, o frio vai muito além do desconforto causado pelas baixas temperaturas. Em certos casos, a exposição ao frio pode desencadear uma reação na pele conhecida como urticária ao frio.

Entenda a relação entre frio e alergia
Entenda a relação entre frio e alergia
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Popularmente chamada de "alergia ao frio", essa condição provoca lesões na pele após o contato com temperaturas baixas.

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A reação pode ocorrer após o contato com objetos gelados, líquidos frios ou até alimentos gelados.

O que é a urticária ao frio?

A urticária ao frio faz parte do grupo das urticárias induzidas. Nesse tipo de quadro, existe um fator responsável por desencadear a reação.

Entre os gatilhos estão:

  • Frio.
  • Calor.
  • Medicamentos.
  • Alimentos.
  • Infecções.

Já as urticárias espontâneas surgem sem uma causa identificada.

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De acordo com o Ministério da Saúde, os mecanismos internos que levam ao aparecimento da urticária ainda não são totalmente conhecidos. Na maioria dos casos, a condição ocorre por mecanismos não alérgicos.

Quem pode desenvolver a condição?

A urticária ao frio pode surgir em diferentes fases da vida.

Algumas pessoas apresentam o quadro desde a infância. Outras desenvolvem a condição ao longo dos anos. Porém, os casos são mais comuns em adultos jovens.

Ela também destaca que a urticária pode aparecer de forma isolada ou estar associada a outras doenças relacionadas à imunidade.

Por isso, alguns sinais merecem atenção. Entre eles estão:

  • Dor nas articulações.
  • Lesões mais dolorosas do que coceira.

Nessas situações, pode ser necessária uma investigação médica mais detalhada.

Quais são os sintomas?

O principal sintoma da urticária ao frio é a coceira intensa.

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Além disso, a pessoa pode apresentar:

  • Ardência.
  • Sensação de queimação.
  • Lesões avermelhadas.
  • Inchaços elevados na pele.

Em situações mais graves, os sintomas podem ultrapassar a pele. Isso pode acontecer após exposições intensas ao frio, como em mergulhos em piscinas ou no mar gelado.

Nesses casos, podem surgir:

  • Queda da pressão arterial.
  • Dificuldade para respirar.
  • Perda de consciência.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico costuma ser baseado na avaliação clínica e no histórico apresentado pelo paciente. Além disso, existe um teste simples utilizado por especialistas.

Conhecido como teste do cubo de gelo, ele consiste em colocar um cubo de gelo em contato com a pele do antebraço por cerca de cinco minutos.

Após a retirada, o local é observado para verificar se houve alguma reação.

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Urticária ao frio pode ser confundida com outra condição?

Sim. A urticária ao frio é frequentemente confundida com a perniose. A diferença é que a perniose está relacionada a alterações circulatórias.

Ela costuma afetar principalmente:

  • Dedos das mãos.
  • Dedos dos pés.
  • Orelhas.
  • Nariz.

Nesses casos, as lesões tendem a ser dolorosas e causar sensação de queimação.

Urticária ao frio tem cura?

Algumas pessoas podem desenvolver tolerância ao longo do tempo. No entanto, a condição não tem cura.

Por isso, a principal recomendação é evitar a exposição ao frio sempre que possível.

Entre os cuidados mais indicados estão:

  • Tomar banho em temperatura morna.
  • Manter o corpo bem agasalhado.
  • Evitar ambientes muito frios.
  • Não entrar em mar gelado.
  • Evitar esportes aquáticos em água fria.

O Ministério da Saúde também orienta que o paciente não faça automedicação e siga sempre as recomendações médicas para o controle da condição.

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