Treinar em jejum pode funcionar, mas não para todo mundo; entenda

9 abr 2026 - 04h57
Entenda se treinar em jejum é saudável
Entenda se treinar em jejum é saudável
Foto: Freepik

A prática de treinar em jejum ganhou popularidade entre praticantes de atividade física, especialmente entre aqueles que buscam emagrecimento ou mais praticidade na rotina matinal. Mas será que abrir mão da refeição antes do exercício realmente traz benefícios? 

Do ponto de vista científico, o sucesso de um treino não está isolado no fato de estar em jejum ou não. Como explica a nutricionista esportiva Ruth Egg, “o que determina os benefícios do treino é o conjunto da rotina”, incluindo alimentação ao longo do dia, qualidade do treino, recuperação e sono. Ou seja, treinar sem se alimentar previamente não é uma regra, nem uma necessidade para alcançar bons resultados.

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Ainda assim, há casos em que a estratégia pode ser válida. Algumas pessoas se adaptam bem ao treino em jejum, principalmente em atividades de baixa a moderada intensidade. Nesses cenários, o corpo tende a utilizar mais gordura como fonte de energia durante o exercício.

Entre os possíveis benefícios, também estão a praticidade, especialmente para quem prefere treinar logo ao acordar, e um maior conforto gastrointestinal. Além disso, há o aumento da utilização de gordura como fonte energética durante o exercício. No entanto, isso não significa necessariamente maior emagrecimento ao longo do tempo, já que “o balanço energético diário continua sendo o principal fator”.

"Algumas pessoas se adaptam bem ao treino em jejum, especialmente em atividades de baixa a moderada intensidade, enquanto outras apresentam queda de rendimento, tontura ou desconforto. Portanto, não é uma prática universalmente “melhor”, e deve ser avaliada de forma individual", diz a nutricionista.

O treino em jejum pode ser considerado por adultos saudáveis, bem adaptados e com alimentação equilibrada. Em contrapartida, não é recomendado para pessoas com histórico de hipoglicemia, diabetes descompensado, gestantes, indivíduos com baixo peso ou iniciantes.

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Como reforça Ruth Egg, a estratégia deve “respeitar a resposta do organismo e o objetivo do treino”.

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