A queda de cabelo é uma queixa comum nos consultórios e, embora muitas vezes seja tratada apenas como uma questão estética, pode revelar sinais importantes sobre a saúde do organismo. Segundo o biomédico e mestre em Medicina Estética Thiago Martins, o problema pode, sim, estar relacionado à deficiência de vitaminas e minerais.
De acordo com o especialista, o cabelo é uma estrutura altamente sensível a alterações internas. "O cabelo é uma estrutura metabolicamente ativa, altamente sensível a alterações no organismo. Deficiências vitamínicas ou minerais podem levar ao chamado eflúvio telógeno, que é uma queda difusa e geralmente reversível", explica.
No entanto, Martins alerta que a origem do problema nem sempre é nutricional. "Fatores hormonais, genéticos, inflamatórios e até emocionais também desempenham papel relevante, sendo fundamental uma avaliação clínica adequada para determinar a causa exata", diz.
Entre as deficiências mais frequentemente associadas à queda de cabelo, destacam-se:
- Ferro: sua baixa é uma das causas mais comuns, especialmente entre mulheres, e pode afetar diretamente o ciclo de crescimento capilar.
- Vitamina D: importante para a regulação do folículo piloso.
- Vitamina B12: essencial para a formação de células e manutenção dos tecidos.
- Biotina (vitamina B7): bastante popular, mas raramente está de fato deficiente.
- Zinco: mineral importante para a saúde dos fios e do couro cabeludo.
Reposição exige orientação médica
A reposição de nutrientes deve ser feita de forma individualizada, sempre com base em exames laboratoriais. Em muitos casos, ajustes na alimentação já são suficientes. Quando necessário, a suplementação oral é o caminho mais comum.
Há situações, porém, em que o organismo não absorve adequadamente certos nutrientes. Nesses casos, pode ser indicada a reposição por vias intramuscular ou endovenosa, como ocorre frequentemente com a vitamina B12.
"Em casos de deficiência significativa ou dificuldade de absorção, pode ser necessária reposição por via intramuscular ou endovenosa, como ocorre com a vitamina B12. Além disso, é essencial tratar a causa da deficiência, por exemplo, perdas menstruais intensas ou distúrbios gastrointestinais", completa.
O especialista ressalta que a automedicação não é recomendada, pois o excesso de certos micronutrientes também pode trazer efeitos adversos. "Uma abordagem completa garante não apenas a melhora da queda, mas também a saúde global do paciente", conclui.