Brasileiros trocam bar por treino e priorizam saúde, diz especialista

Dados mostram queda no consumo de álcool e açúcar, enquanto água, proteínas e itens ligados ao bem-estar ganham espaço no carrinho.

29 mai 2026 - 19h06

O brasileiro está mudando a forma como consome, e isso vai muito além de uma moda passageira. Entre 2022 e 2025, saúde, funcionalidade e bem-estar passaram a pesar mais na decisão de compra do que o preço em várias categorias.

Foto: Reprodução/Shutterstock
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Foto: Sport Life

Os dados da Scanntech mostram um movimento claro: enquanto açúcar, cerveja e hambúrguer perdem espaço, produtos ligados à saúde e à performance avançam. A água in natura cresceu quase 60%, e alimentos como frutas, ovos e frango também ganharam força.

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Consumo mais saudável em alta

Os números revelam uma mudança importante no comportamento do consumidor. O consumo de açúcar caiu 14,2%, a cerveja recuou 6,8% e os hambúrgueres tiveram queda de 11,2%.

Na outra ponta, a água in natura cresceu 59,6%. Frutas avançaram 33,9%, ovos subiram 24,3% e o frango teve alta de 15,4%.

Esse cenário indica que o brasileiro está buscando escolhas mais ligadas à saúde e ao rendimento físico. O alimento deixou de ser apenas prazer imediato e passou a carregar também uma função prática para o corpo.

O que explica essa virada?

Para Rodrigo Sangion, preparador físico e fundador da academia Les Cinq Gym, a mudança reflete uma transformação cultural profunda. Segundo ele, o consumidor passou a valorizar mais saúde, disposição e performance.

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"Produtos funcionais deixaram de ser tendência para virar expectativa do consumidor", afirma. "Marcas que ficarem presas só à lógica de preço tendem a perder relevância", completa.

Isso ajuda a entender por que o treino, o autocuidado e a alimentação equilibrada ocupam hoje um espaço maior na rotina de muita gente. O consumo acompanha esse novo estilo de vida.

Geração Z puxa o movimento

A geração Z tem papel importante nessa virada. Segundo dados do relatório anual do Strava, jovens entre 15 e 30 anos lideraram os investimentos em esporte e bem-estar no último ano.

Além disso, 30% deles pretendem ampliar esses gastos em 2026. Academias, clubes de corrida e experiências ligadas ao wellness passam a disputar espaço com programas mais tradicionais de lazer.

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O estudo também aponta que 68% dos jovens brasileiros preferem investir em itens esportivos, saúde e tecnologia de treino. Isso pressiona empresas a repensar produtos, comunicação e posicionamento.

Impacto no mercado fitness

A tendência já influencia diferentes setores, não apenas o alimentício. Marcas de suplementos, academias, equipamentos esportivos e até empresas de tecnologia vêm se adaptando a esse novo consumidor.

Hoje, quem compra quer mais do que conveniência. Quer performance, equilíbrio, longevidade e soluções que façam sentido para uma rotina mais ativa.

Nesse contexto, trocar o bar pelo treino não é só uma frase de efeito. É o retrato de um comportamento que vem ganhando força no Brasil e redesenhando o mercado.

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