Especialista explica quais comportamentos parecem inofensivos, mas afetam energia, bem-estar e qualidade de vida ao longo dos anos.
Depois dos 30, o corpo passa a cobrar mais atenção, e hábitos que antes pareciam inofensivos podem pesar mais na saúde, na energia e no humor. Nessa fase, segundo Dayan Siebra - médico cirurgião vascular, comunicador em saúde e um dos sócio-fundadores da Vitascience. O especialista explica que muita gente intensifica a rotina de trabalho, reduz o tempo dedicado ao autocuidado e passa a acumular práticas que comprometem a disposição ao longo dos anos. Como especialista no tema, ele participou do desenvolvimento de suplementos pensados para o público 30+, com foco em prevenção, bem-estar e longevidade, e também atua como consultor técnico da marca.
Para o médico, o sedentarismo é um dos principais erros desse período, mas ele lembra que a queda de energia também costuma estar ligada a uma combinação de fatores que, silenciosamente, desgastam o organismo.
Confira a lista com os 10 hábitos
- Excesso de carboidratos refinados. Pão, bolo, biscoito, bolacha, macarrão, farinhas brancas e doces em excesso elevam açúcar e insulina, favorecem o acúmulo de gordura e aumentam a inflamação no corpo.
- Dormir tarde demais. A redução do tempo de sono prejudica a restauração hormonal, a memória e o equilíbrio geral do organismo.
- Comer antes de deitar. O corpo deveria usar a noite para recuperar energia, mas refeições tardias mantêm o sistema digestivo ativo e podem deixar a pessoa cansada ao acordar.
- Não meditar. Para o médico, reservar alguns minutos de silêncio e contemplação ajuda na saúde emocional e pode trazer benefícios de longo prazo.
- Não se mexer. Caminhar, subir escadas e evitar o sedentarismo já são passos importantes para manter o corpo em funcionamento.
- Consumir alimentos industrializados. Produtos ultraprocessados, cheios de rótulos e longa validade, tendem a ter menos relação com "comida de verdade" e mais com fórmulas artificiais.
- Conviver com pessoas tóxicas. Segundo Dayan, ambientes marcados por negatividade, pessimismo e desgaste emocional também afetam a saúde.
- Não saber dizer não. A dificuldade de impor limites leva à sobrecarga de tarefas e compromissos que nem sempre fazem sentido.
- Não ter rotina. Horários desorganizados para dormir, comer, treinar e descansar dificultam a adaptação do corpo e prejudicam o equilíbrio.
- Não fazer exames com frequência. Sem acompanhar os números da saúde, fica mais difícil perceber alterações e corrigir o rumo a tempo.
Para o médico, a soma desses hábitos ajuda a explicar porque as pessoas podem viver uma queda de energia mais frequente, maior irritação e piora da disposição nessa fase da vida. Ele afirma que a desorganização da rotina, somada à falta de autocuidado, tende a ampliar o desgaste físico e emocional.
O que muda depois dos 30
Segundo Dayan, o corpo tende a responder com mais lentidão aos excessos, sobretudo por conta da queda hormonal e do aumento da carga de estresse. "É nessa fase da vida que nós começamos a ter um declínio hormonal", explica. A consequência, diz ele, é uma combinação de piora do sono, ganho de peso com mais facilidade, queda de energia e mais dificuldade de foco.
O especialista também chama atenção para sinais de alerta que surgem quando a rotina está pesada demais. Queda de cabelo, dores musculares, tensão na coluna, alterações digestivas, ansiedade, irritação e dificuldade para manter a concentração podem indicar que o corpo já está sobrecarregado. "O corpo fala com a gente, e a gente não escuta", resume.
Na visão dele, o ponto de virada não está em grandes revoluções, mas em pequenas correções de rota. A ideia é reorganizar a rotina para que a saúde volte a ocupar espaço real na agenda, e não apenas nos planos.