O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu nesta sexta-feira, 29, o uso de polimetilmetacrilato, conhecido como PMMA, para fins estéticos ou reparadores no Brasil. O PMMA é frequentemente utilizado como substância preenchedora em procedimentos estéticos. A medida passa a valer na próxima terça-feira, 2.
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Conforme o CFM, a única exceção permitida é para o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, que deverá ser realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, deverá estar em conformidade com os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde.
A proibição foi pedida em janeiro, quando o CFM se reuniu com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devido à registros de lesões e mortes de pacientes após procedimentos invasivos.
O PMMA é um tipo de plástico que possui diversas aplicações, da indústria até a medicina. Na área médica, costuma ser usado como gel para preencher pequenas áreas nas camadas mais superficiais da pele. No entanto, a aplicação do produto pode trazer riscos à saúde, como:
- Infecções;
- Formação de nódulos, endurecimento e deformidades;
- Necrose;
- Migração do produto, causando reação inflamatória crônica;
- Embolia, caso no ato da aplicação seja acertado um vaso;
- Morte.
A Anvisa indica que a dosagem utilizada deveria ser aquela estritamente necessária para a correção das irregularidades e o procedimento deveria ser realizado exclusivamente por profissionais médicos treinados.
O órgão regulador estabelecia ainda indicações claras dos locais do corpo onde as aplicações podem ser feitas e a concentração exata da substância que pode estar contida em cada mililitro das injeções. Para preenchimentos subcutâneos, isto é, em camadas mais profundas da pele, era necessário que o profissional fosse registrado na Anvisa, pois o produto é considerado de máximo risco.
(**Com informações do Estadão)