Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos ou reparadores no Brasil

Nova medida passa a valer na próxima terça-feira, 2

29 mai 2026 - 22h26
(atualizado às 22h30)
Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos ou reparadores no Brasil
Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos ou reparadores no Brasil
Foto: Reprodução/Getty Images

O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu nesta sexta-feira, 29, o uso de polimetilmetacrilato, conhecido como PMMA, para fins estéticos ou reparadores no Brasil. O PMMA é frequentemente utilizado como substância preenchedora em procedimentos estéticos. A medida passa a valer na próxima terça-feira, 2. 

Conforme o CFM, a única exceção permitida é para o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, que deverá ser realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, deverá estar em conformidade com os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde.

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A proibição foi pedida em janeiro, quando o CFM se reuniu com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devido à registros de lesões e mortes de pacientes após procedimentos invasivos. 

O PMMA é um tipo de plástico que possui diversas aplicações, da indústria até a medicina. Na área médica, costuma ser usado como gel para preencher pequenas áreas nas camadas mais superficiais da pele. No entanto, a aplicação do produto pode trazer riscos à saúde, como: 

  • Infecções;
  • Formação de nódulos, endurecimento e deformidades; 
  • Necrose;
  • Migração do produto, causando reação inflamatória crônica;
  • Embolia, caso no ato da aplicação seja acertado um vaso;
  • Morte.

A Anvisa indica que a dosagem utilizada deveria ser aquela estritamente necessária para a correção das irregularidades e o procedimento deveria ser realizado exclusivamente por profissionais médicos treinados.

O órgão regulador estabelecia ainda indicações claras dos locais do corpo onde as aplicações podem ser feitas e a concentração exata da substância que pode estar contida em cada mililitro das injeções. Para preenchimentos subcutâneos, isto é, em camadas mais profundas da pele, era necessário que o profissional fosse registrado na Anvisa, pois o produto é considerado de máximo risco.

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(**Com informações do Estadão)

Fonte: Portal Terra
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