A cantora Ivete Sangalo levou um susto na última semana após desmaiar e sofrer um ferimento no rosto. Inicialmente, a artista relatou que estava enfrentando um quadro de desidratação e diarreia, o que teria contribuído para o episódio. Durante a investigação médica, porém, recebeu outro diagnóstico: síndrome vasovagal.
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A condição, também chamada de síncope vasovagal, é apontada como a principal causa de desmaios. Segundo o Hospital Sírio-Libanês, o problema ocorre quando há uma queda súbita da pressão arterial e da frequência cardíaca, provocada pela estimulação do nervo vago, localizado na região da nuca.
O que é a síndrome vasovagal?
A síndrome vasovagal é caracterizada por uma resposta exagerada do organismo a determinados estímulos, como estresse emocional, dor intensa, calor excessivo ou até mesmo ao ver sangue. Esses fatores desencadeiam uma reação no sistema nervoso que diminui abruptamente os batimentos cardíacos e a pressão arterial.
O resultado é a redução momentânea de sangue enviado ao cérebro.. Em pessoas com maior sensibilidade a essa resposta, os episódios podem ocorrer com mais frequência e com estímulos menos intensos.
Antes da perda de consciência, o corpo costuma emitir sinais de alerta, como:
- Fraqueza;
- Sudorese;
- Palidez;
- Sensação de calor;
- Náusea;
- Tontura;
- Visão borrada;
- Dor de cabeça;
- Palpitações.
O que pode desencadear uma crise?
Diversos fatores podem ativar a resposta vagal. Permanecer muito tempo em pé, especialmente em ambientes quentes ou pouco ventilados, é um dos principais gatilhos. Jejum prolongado, que reduz os níveis de glicose no sangue, também pode favorecer a queda da pressão arterial.
Além disso, emoções intensas, sustos, grandes preocupações e até o consumo de bebidas alcoólicas podem provocar episódios, já que interferem na regulação do sistema nervoso e na dilatação dos vasos sanguíneos.
Diagnóstico e tratamento
A síndrome vasovagal é mais comum em mulheres e jovens e, embora não seja considerada uma doença grave, pode impactar a qualidade de vida quando os desmaios são frequentes.
O diagnóstico é clínico e deve ser feito por um médico, com base no histórico do paciente e nos sintomas relatados. Em alguns casos, exames complementares podem ser solicitados para descartar outras causas.
O tratamento costuma envolver mudanças no estilo de vida, como evitar os gatilhos identificados, manter boa hidratação, não permanecer longos períodos em jejum e adotar estratégias para controlar o estresse. Em situações específicas, pode ser necessário o uso de medicamentos para estabilizar a pressão arterial e a frequência cardíaca.