Por que adoecemos mais no inverno? Entenda as causas e veja como se proteger

Infectologista aponta os riscos das aglomerações e revela os hábitos simples que blindam o seu corpo contra vírus e crises alérgicas

18 jun 2026 - 15h46

O inverno se aproxima e, com ele, aquela velha história: basta o termômetro cair um pouco para espirros, tosses e lenços de papel entrarem em cena. Este ano, o cenário ganha um ingrediente extra com o fenômeno Super El Niño, que traz frentes frias acompanhadas de muita chuva e uma forte instabilidade no clima.

Mudanças de hábitos e a circulação de vírus no inverno favorecem o aumento das doenças
Mudanças de hábitos e a circulação de vírus no inverno favorecem o aumento das doenças
Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase

O frio não é o que nos deixa doentes no inverno, mas as nossas mudanças de hábitos e o comportamento dos vírus. "As doenças aumentam no frio porque aumenta a aglomeração de pessoas. Com isso, cresce a circulação de vírus como o sincicial respiratório, influenza e a covid-19, além de casos de rinite e sinusite", explica Camila Ahrens, infectologista da Ahrens Health. 

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Além disso, a especialista lembra que estamos vivendo um período de grande instabilidade climática, alternando dias de chuva intensa com breves períodos secos. Quando o ar fica seco, ele resseca as mucosas do nariz e da garganta, que são as nossas defesas naturais, facilitando a entrada de bactérias e vírus. Por outro lado, o excesso de chuva do El Niño estimula o mofo e os ácaros, um prato cheio para crises de asma e rinite.

Para passar por essa estação sem precisar correr para o hospital, a infectologista compartilha 5 hábitos simples que você deve incluir no seu dia a dia para se proteger no inverno. Confira!

1. Fuja dos ambientes totalmente fechados

Sabemos que dá vontade de fechar tudo para fugir do vento, mas manter janelas e portas com pelo menos uma fresta aberta é essencial para o ar circular, impedindo que os vírus fiquem concentrados no mesmo lugar.

2. Proteja os grupos de risco (extremos de idade)

Idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas precisam de atenção redobrada. Nesses grupos, um resfriado que parecia simples pode evoluir rapidamente para quadros bem mais graves.

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A hidratação constante mantém as vias aéreas úmidas e prontas para barrar os germes
Foto: Gorgev | Shutterstock / Portal EdiCase

3. Tenha sempre uma garrafinha de água por perto

No inverno, a gente quase não sente sede, mas o corpo precisa de tanta água quanto no verão. A hidratação constante mantém as vias aéreas úmidas e prontas para barrar os germes. Dica da médica: deixe uma garrafa ao seu lado para ir bebendo golinhos ao longo do dia.

4. Evite aglomerações desnecessárias

Como o contágio aumenta muito nesta época devido à proximidade entre as pessoas, tente evitar locais fechados e superlotados, especialmente se você estiver com a imunidade mais baixa.

5. Fique atento aos sinais de alerta do corpo

Se o resfriado ou a gripe apertar, saiba a hora de buscar ajuda. "Falta de ar ou dor no peito, febre persistente, sono excessivo ou desânimo extremo e dificuldade para se alimentar ou hidratar não podem ser ignorados", alerta Camila Ahrens, que ressalta: "Quando surgir qualquer um desses sintomas, procure atendimento médico". 

Por Sarah Corazza

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