Dormência persistente: quando procurar ajuda médica?

Dormência pode indicar problemas circulatórios. Entenda quando o sintoma é passageiro e quando exige atenção médica.

18 jun 2026 - 14h32
Resumo
Dormência e formigamento, comuns no dia a dia, podem sinalizar problemas graves quando persistem ou vêm acompanhados de outros sintomas, como dificuldade para falar ou alterações na visão. Problemas neurológicos e circulatórios, como doenças arteriais ou neuropatias, estão entre as possíveis causas. Adotar hábitos saudáveis é essencial para reduzir riscos e manter a saúde da circulação. 🩺

A dormência e o formigamento são sintomas comuns no dia a dia. Em muitos casos, surgem após uma posição ruim e passam rápido. Mas, quando persistem, podem indicar algo mais sério.

Foto: Reprodução/Shutterstock
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Foto: Saúde em Dia

Segundo especialistas, o sinal pode estar ligado tanto a compressão nervosa quanto a doenças circulatórias. Por isso, observar a duração e os sinais associados faz diferença. Nem toda dormência é simples.

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Quando a dormência é passageira

A forma mais comum de dormência acontece por compressão temporária de um nervo. Isso pode ocorrer ao cruzar braços ou pernas por muito tempo. Também aparece quando a pessoa deita sobre um membro.

Nesses casos, o sintoma costuma melhorar com o movimento. A circulação volta ao normal e a sensação desaparece. Esse tipo de quadro geralmente não preocupa.

O problema começa quando a sensação não passa. Se a dormência se repete com frequência, vale investigar. A repetição pode mostrar que há uma causa por trás do sintoma.

Quando o sintoma exige atenção

O cirurgião vascular Herik Oliveira explica que a dormência merece atenção quando vem com outros sinais neurológicos, como estes abaixo.

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  • Acometimento de apenas um lado do corpo, face, braço ou perna.
  • Dificuldade para falar.
  • Alterações na visão.
  • Dor de cabeça intensa.
  • Tontura.
  • Perda de força e do equilíbrio.
  • Dormência ou formigamento persistentes.
  • Piora progressiva do quadro.

"Esses sinais acendem o sinal de alerta e necessitam de investigação imediata pelo médico", afirma Herik.

Ou seja, a combinação de sintomas muda tudo. A dormência isolada pode ser passageira, mas acompanhada de outros sinais exige urgência. Quanto antes houver avaliação, melhor.

Também é importante observar se a sensação piora com o tempo. Sintomas progressivos podem indicar problemas vasculares ou neurológicos. Nesses casos, esperar não é uma boa ideia.

Dormência e circulação

A dormência pode, sim, estar ligada a doenças circulatórias. Herik Oliveira explica que o sintoma pode aparecer em quadros arteriais, como a doença arterial periférica. Nessa situação, há estreitamento ou obstrução das artérias.

"A dormência ou formigamento pode ser um sinal de doença circulatória, entre elas as doenças arteriais. Na doença arterial periférica, há obstrução ou estreitamento das artérias, com redução do fluxo sanguíneo, ocasionando dormência. Ainda há alteração de temperatura e dor, principalmente nas extremidades, mais comum nos pés", afirma o especialista.

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A síndrome de Raynaud é outra causa possível. "Na síndrome de Raynaud ocorre uma vasoconstrição das artérias distais, principalmente dos dedos das mãos ou dos pés. Esse efeito ocorre em resposta ao frio, estresse ou trauma", explica o médico.

O quadro pode provocar palidez, arroxeamento e formigamento.

Doenças venosas também entram na lista

Entre os problemas venosos, a dormência pode aparecer na insuficiência venosa crônica. Nesse caso, o fluxo de volta do sangue fica prejudicado. O resultado inclui inchaço, peso e varizes.

Herik Oliveira também cita a trombose venosa. Ela acontece quando um coágulo bloqueia a veia. Isso dificulta a circulação e causa dor intensa.

"A insuficiência venosa crônica pode se manifestar com varizes de grande calibre, inchaço, sensação de peso e dormência. Já a trombose venosa ocorre pela formação de um coágulo no interior da veia, impedindo o fluxo sanguíneo e causando dor intensa, inchaço, aumento da consistência muscular e dormência por compressão do nervo", detalha o especialista.

Esses sinais não devem ser ignorados. Se houver dor forte, inchaço importante ou endurecimento muscular, a avaliação precisa ser rápida. A circulação pode estar comprometida.

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Outras causas mais comuns

Apesar da relação com a circulação, a dormência nem sempre vem dos vasos. As causas neurológicas são mais frequentes, segundo o cirurgião vascular. Entre elas, estão neuropatias periféricas e compressões nervosas.

A neuropatia diabética aparece com destaque nesse grupo. Também entram compressões no punho, tornozelo ou coluna. Hérnia de disco e acidente vascular cerebral estão entre as possibilidades.

Herik Oliveira ressalta que as causas mais frequentes, no entanto, são neurológicas. Elas vêm das neuropatias periféricas, especialmente a diabética, compressões nervosas no punho, tornozelo ou coluna, como na hérnia de disco. Além disso, as causas podem ser por acidente vascular cerebral (AVC), em que o sintoma geralmente acomete um lado do corpo e vem associado a outros sinais", explica.

Deficiências nutricionais também merecem atenção. A falta de vitaminas, especialmente B12, pode provocar alterações sensoriais. Por isso, o diagnóstico preciso é essencial.

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Sinais que pedem consulta

  • Dormência persistente.

  • Formigamento com dor.

  • Perda de força.

  • Alteração na fala.

  • Mudança na visão.

  • Inchaço em pernas ou braços.

  • Mudança de cor nos dedos.

Esses sinais indicam que a dormência pode ter causa séria. O ideal é procurar avaliação médica sem demora. A investigação ajuda a definir o tratamento correto.

Como reduzir riscos circulatórios

Há hábitos que ajudam a proteger a circulação. A atividade física regular é um dos principais. Ela melhora o peso corporal e fortalece a musculatura das pernas.

"A prática regular de atividade física ajuda no controle do peso e na força muscular, especialmente da panturrilha, que funciona como um segundo coração e auxilia o retorno venoso. A boa hidratação mantém o volume sanguíneo e melhora a circulação", afirma Herik Oliveira.

A alimentação também faz diferença. Menos sal e menos ultraprocessados ajudam os vasos. Frutas, vegetais e alimentos com ômega 3 são aliados importantes.

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O tabagismo, por outro lado, aumenta muito o risco vascular. Ele danifica as artérias e favorece trombose. Controlar diabetes, colesterol e triglicerídeos também protege a circulação.

O que observar no dia a dia

A dormência isolada pode ser só uma compressão passageira. Mas quando aparece repetidamente, merece atenção. O mesmo vale para qualquer alteração de força ou equilíbrio.

Também é importante notar onde o sintoma surge. Se afeta apenas um lado do corpo, o alerta é maior. Se vier com fala enrolada ou visão alterada, procure ajuda imediatamente.

Por fim, hábitos saudáveis ajudam bastante na prevenção. Beber água, mover o corpo e cuidar da alimentação reduzem riscos. A circulação agradece, e o corpo responde melhor.

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