População 60+ dobra e acende alerta para as articulações

Envelhecimento acelerado no Brasil reforça a importância de cuidar das articulações para manter mobilidade e autonomia

28 jan 2026 - 16h22

O Brasil envelhece em ritmo acelerado. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que 15,6% da população já tem 60 anos ou mais, o equivalente a mais de 32 milhões de pessoas. Em apenas duas décadas, esse percentual praticamente dobrou.

Com mais brasileiros acima dos 60, cuidar das articulações vira prioridade para envelhecer com movimento
Com mais brasileiros acima dos 60, cuidar das articulações vira prioridade para envelhecer com movimento
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Esse avanço muda prioridades em saúde pública. Entre elas, a saúde das articulações ganha destaque por estar diretamente ligada à autonomia, à mobilidade e à qualidade de vida na maturidade.

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Mobilidade define independência na maturidade

Envelhecer não precisa significar perder movimento. Caminhar, subir escadas, levantar-se e manter atividades sociais dependem do bom funcionamento de músculos, ossos e articulações.

Quando a mobilidade cai, o impacto vai além da dor. A limitação física reduz a independência funcional, aumenta o risco de quedas e afeta o bem-estar emocional.

Articulações sofrem com o passar do tempo

Com o avanço da idade, o corpo passa por mudanças naturais. A cartilagem perde elasticidade, a musculatura tende a enfraquecer e as articulações ficam mais suscetíveis ao desgaste.

Entre os problemas mais comuns está a artrose, doença degenerativa que provoca dor, rigidez e limitação de movimentos. Joelhos, quadris e mãos são as áreas mais afetadas.

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Fortalecimento muscular é peça-chave na prevenção

Segundo o ortopedista Dr. Guilherme Morgado Runco, ouvido pela Zimmer Biomet, a prevenção começa muito antes dos sintomas.

O fortalecimento muscular ajuda a proteger as articulações ao absorver impactos e reduzir sobrecargas. Associado ao controle do peso corporal, esse cuidado preserva a cartilagem por mais tempo.

Hábitos que ajudam a proteger as articulações:

  • Atividade física orientada.

  • Manutenção da massa muscular.

  • Controle do peso corporal.

  • Redução de esforços repetitivos.

  • Rotina alimentar equilibrada.

Essas medidas simples têm impacto direto na saúde articular ao longo dos anos.

Dor não é normal só porque a idade avançou

Um erro comum é tratar dores articulares como algo "normal da idade". Essa normalização atrasa o diagnóstico e limita opções de tratamento.

Dor constante, rigidez matinal e dificuldade para tarefas diárias são sinais de alerta. Quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de controle com tratamentos conservadores.

Diagnóstico precoce preserva autonomia

O acompanhamento médico regular permite identificar alterações articulares ainda em fases iniciais. Isso evita a progressão rápida do desgaste e ajuda a manter a independência funcional.

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Intervenções precoces podem incluir fisioterapia, ajustes na atividade física, controle da dor e mudanças de hábitos. Em muitos casos, essas estratégias adiam ou até evitam procedimentos mais invasivos.

Inovações ortopédicas ampliam possibilidades de tratamento

A ortopedia avançou significativamente nos últimos anos. Novas técnicas e tecnologias aumentaram a precisão dos tratamentos e melhoraram a recuperação funcional.

Um exemplo são os robôs cirúrgicos ROSA, da Zimmer Biomet, já utilizados no Brasil em cirurgias de joelho e quadril. Eles auxiliam no planejamento e na execução do procedimento, oferecendo maior precisão e alinhamento adequado das próteses.

Cirurgia é último recurso, não ponto de partida

Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas reforçam que a cirurgia deve ser considerada apenas quando outras abordagens não funcionam.

Nos casos avançados de artrose, a substituição da articulação pode devolver mobilidade e aliviar a dor. Ainda assim, o foco ideal é adiar ao máximo essa necessidade por meio de prevenção e acompanhamento contínuo.

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Envelhecimento ativo exige cuidado contínuo

Com o crescimento da população 60+, discutir mobilidade deixa de ser um tema individual e passa a ser coletivo. Manter-se ativo, funcional e independente é parte central do envelhecimento saudável.

Cuidar das articulações não é apenas tratar dor. É investir em qualidade de vida, autonomia e participação social ao longo dos anos.

Movimento hoje garante independência amanhã

O envelhecimento é inevitável. A perda de mobilidade, não. Com acompanhamento médico, hábitos saudáveis e atenção aos sinais do corpo, é possível atravessar a maturidade com mais liberdade de movimento.

Em um país que envelhece rapidamente, preservar as articulações é preservar a autonomia. E esse cuidado começa muito antes dos 60 anos.

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