Garrafinha térmica pode concentrar mais bactérias que vaso sanitário; saiba

29 jan 2026 - 04h58
Entenda os riscos à saúde se você não lavar a garrafa térmica corretamente
Entenda os riscos à saúde se você não lavar a garrafa térmica corretamente
Foto: Freepik

Presente na rotina de quem busca praticidade e hidratação constante, a garrafinha térmica reutilizável pode esconder um risco invisível à saúde. Um estudo conduzido pela plataforma Water Filter Guru revelou que esses recipientes, quando mal higienizados, podem acumular uma quantidade de bactérias superior à encontrada em um vaso sanitário.

De acordo com a pesquisa, as garrafas de água reutilizáveis apresentaram, em média, 20,8 milhões de Unidades Formadoras de Colônia (UFCs) de bactérias. Para efeito de comparação, a torneira analisada no estudo registrou cerca de 30 milhões de UFCs de bacilos gram-negativos — número semelhante ao encontrado em garrafas com bico ou tampa de rosca. Já os modelos com tampa de apertar demonstraram níveis significativamente menores de contaminação, cerca de 3 milhões de UFCs, o equivalente a um décimo do total observado nos demais tipos.

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O alerta ganhou ainda mais repercussão após um vídeo do médico Renato Botelho viralizar nas redes sociais. Na gravação, o profissional chama a atenção para um erro comum: a forma inadequada de limpeza. Segundo ele, a maioria das pessoas acredita que enxaguar a garrafa com água e sabão é suficiente, quando, na prática, isso não elimina os microrganismos acumulados no interior do recipiente.

O médico explica que o problema é que, mesmo sem cheiro forte ou sujeira aparente, a parede interna da garrafinha pode desenvolver um biofilme. Essa camada invisível funciona como uma espécie de abrigo para bactérias e fungos, que só são removidos com atrito adequado durante a lavagem.

A combinação de fatores do uso diário contribui para esse cenário: umidade constante, resíduos de saliva, ausência de escovação interna e tampas ou vedantes mal higienizados criam um ambiente ideal para a proliferação de microrganismos. “Ambiente úmido e fechado é o cenário perfeito para fungos e bactérias”, reforça Botelho.

Para reduzir os riscos, o médico recomenda uma rotina correta de higienização da garrafinha térmica. A limpeza diária deve ser feita com água e detergente neutro, utilizando uma escova própria para alcançar o interior do recipiente, além da lavagem cuidadosa da tampa e do bocal.

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Já a higienização profunda, indicada uma ou duas vezes por semana, pode ser feita com solução de água sanitária, deixando o produto agir por algumas horas ou de um dia para o outro, sempre com enxágue abundante antes do próximo uso.

Outro ponto essencial é a secagem. Após a lavagem, a orientação é deixar a garrafa aberta, evitando guardá-la ainda úmida, o que favorece novamente o surgimento de fungos e bactérias.

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