O emocional pesa: como o estresse impacta a fertilidade

Estresse crônico pode interferir no ciclo menstrual, na ovulação e até dificultar a gravidez

23 jan 2026 - 18h46

O tema estresse impacta a fertilidade tem ganhado cada vez mais atenção entre mulheres que desejam engravidar.

Veja como o emocional impacta na fertilidade. Foto: Shutterstock
Veja como o emocional impacta na fertilidade. Foto: Shutterstock
Foto: Saúde em Dia

Em uma rotina acelerada, marcada por pressões profissionais, emocionais e sociais, o corpo feminino pode responder de forma negativa.

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O resultado aparece em alterações hormonais, mudanças no ciclo menstrual e dificuldade para engravidar.

Por que o estresse interfere na fertilidade feminina

A vida moderna impõe um ritmo intenso. Acordar cedo, enfrentar trânsito, lidar com cobranças no trabalho e voltar para casa mentalmente exausta faz parte da realidade de muitas mulheres.

Para quem deseja engravidar, esse cenário se torna um desafio extra. Segundo a ginecologista Loreta Canivilo, o estresse crônico é um dos principais inimigos da fertilidade feminina.

"O estresse normal, como uma leve ansiedade por algo pontual, não atrapalha a fertilidade. O problema são os níveis altos e constantes de estresse", explica a médica.

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O que a ciência diz sobre estresse e gravidez

Dados que chamam atenção

De acordo com um estudo do Instituto Valenciano de Infertilidade, cerca de 65% das mulheres enfrentam dificuldade para engravidar por fatores emocionais.

Isso não significa que o estresse seja a única causa da infertilidade. No entanto, ele atua como um fator importante que pode agravar desequilíbrios hormonais já existentes.

Como o estresse altera o funcionamento do corpo

Mudanças hormonais silenciosas

Quando o corpo está sob estresse constante, há aumento da liberação de cortisol, o chamado hormônio do estresse.

Esse desequilíbrio interfere diretamente no eixo hormonal responsável pela ovulação.

Segundo Loreta Canivilo, isso pode provocar:

  • Alterações no ciclo menstrual

  • Diminuição da libido

  • Irregularidade hormonal

  • Ausência de ovulação

Estresse afeta mais do que o sistema reprodutivo

Impactos sistêmicos

O estresse não age apenas sobre os ovários. Ele provoca uma série de alterações no organismo como um todo.

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"Podemos observar mudanças hormonais, cardiovasculares, respiratórias e no sistema nervoso", afirma Loreta.

Essas alterações afetam o equilíbrio do corpo, reduzem a energia vital e dificultam que o organismo esteja em um estado favorável para a gestação.

A pressão para engravidar também pesa

Quando o desejo vira cobrança

Outro ponto importante é a pressão emocional para engravidar. Muitas mulheres sentem cobrança interna, familiar ou social, o que aumenta ainda mais o estresse.

Esse ciclo se retroalimenta:

  • A mulher tenta engravidar

  • Não consegue

  • Fica mais ansiosa

  • O estresse aumenta

  • A fertilidade é ainda mais prejudicada

Segundo a ginecologista, esse fator emocional precisa ser tratado com atenção e acolhimento.

Estresse não é a única causa da infertilidade

Visão ampla é essencial

Loreta Canivilo reforça que a infertilidade feminina não ocorre apenas devido ao estresse. Ela depende de uma combinação de fatores hormonais, físicos e emocionais.

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Por isso, a investigação deve ser completa, considerando:

  • Exames hormonais

  • Avaliação ginecológica

  • Histórico de saúde

  • Estilo de vida

  • Saúde emocional

O acompanhamento médico é indispensável para entender o quadro de forma individualizada.

Como reduzir o impacto do estresse na fertilidade

Pequenas mudanças fazem diferença

Reduzir o ritmo, desacelerar e criar espaços de descanso mental são atitudes fundamentais para quem deseja engravidar.

A especialista recomenda:

  • Manter uma rotina mais equilibrada

  • Priorizar momentos de lazer

  • Ter finais de semana mais tranquilos

  • Dormir bem

  • Praticar atividades relaxantes

"O ideal é manter a calma, cuidar da saúde mental e seguir sempre as orientações de um médico especialista", orienta Loreta.

O papel da saúde mental no processo de engravidar

Apoio psicológico é um aliado

Cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. O acompanhamento psicológico pode ajudar a lidar com frustrações, ansiedade e expectativas relacionadas à gravidez.

Segundo a médica, buscar esse suporte não é sinal de fraqueza, mas de autocuidado.

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A saúde emocional influencia diretamente o equilíbrio hormonal e a resposta do organismo como um todo.

A importância do acompanhamento especializado

Manter os exames em dia e ter acompanhamento médico regular é essencial. O tratamento deve ser individualizado, respeitando o momento de vida, o histórico de saúde e as condições emocionais da mulher.

"O corpo muda, o emocional muda e o tratamento precisa acompanhar essas transformações", reforça a ginecologista.

Quando desacelerar também é tratamento

Entender que o estresse impacta a fertilidade é um passo importante para quem deseja engravidar. O corpo feminino responde melhor quando está em equilíbrio físico e emocional.

Desacelerar, cuidar da mente e buscar apoio especializado não apenas aumentam as chances de gravidez, mas também promovem saúde e bem-estar de forma integral.

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