O composto do tomate que surpreendeu contra a gordura no fígado

Fitoeno: um composto presente no tomate chamou atenção por um possível efeito sobre a gordura no fígado. Veja o que a pesquisa encontrou.

28 ago 2026 - 11h00
(atualizado às 11h02)
Resumo
Um estudo experimental revelou que o fitoeno, composto encontrado no tomate, reduziu o acúmulo de gordura no fígado em animais ao estimular o uso do excesso lipídico como energia. A descoberta abre caminhos promissores contra a esteatose hepática, destacando o fitoeno além do já conhecido licopeno. Contudo, os pesquisadores ressaltam que são necessários ensaios clínicos em humanos para confirmar se o consumo habitual do fruto oferece essa proteção terapêutica.

Quem tem gordura no fígado costuma ouvir que precisa prestar atenção ao que coloca no prato. E, entre os alimentos do dia a dia, o tomate pode esconder um composto que começa a despertar interesse dos pesquisadores.

Fitoeno / Canva
Fitoeno / Canva
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Chamado fitoeno, ele parece ter ajudado a reduzir o acúmulo de gordura no fígado em uma nova pesquisa. O resultado chama atenção, mas o que isso significa para quem simplesmente come tomate? É o que veremos.

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O que é gordura no fígado e onde o fitoeno entra nessa história

A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, acontece quando o órgão passa a acumular mais gordura do que deveria.

Em pequenas quantidades, isso pode não causar sintomas, mas o excesso pode acompanhar alterações metabólicas e, em alguns casos, evoluir para inflamação e danos ao fígado.

É justamente aí que o fitoeno chama atenção. O composto, encontrado naturalmente no tomate, reduziu o acúmulo de gordura no fígado dos animais avaliados.

A pesquisa, publicada na revista Molecular Nutrition & Food Research, sugere que isso pode estar relacionado à maneira como o fígado lida com a gordura.

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O fitoeno parece favorecer mecanismos que ajudam o órgão a usar parte dessa gordura como fonte de energia.

O que o corpo faz com o fitoeno?

O fitoeno está naturalmente presente no tomate e é absorvido pelo organismo quando o alimento é consumido.

Depois de ingerido, o composto passa por transformações no organismo que podem estar relacionadas ao efeito observado no fígado.

Em outras palavras, não é apenas a presença do fitoeno que parece importar, mas também o que o corpo faz com ele.

Essa descoberta ajuda a explicar por que o composto chama atenção além do conhecido licopeno (substância que dá a cor vermelha ao tomate e é bastante estudada por seus possíveis efeitos à saúde).

O resultado, porém, foi obtido com o fitoeno em condições experimentais, e não a partir do consumo habitual de tomate.

Então, comer tomate protege contra gordura no fígado?

Ainda não dá para afirmar. A pesquisa não permite estabelecer uma quantidade de tomate capaz de prevenir ou tratar a gordura no fígado.

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Para saber se esse possível efeito também acontece em pessoas, serão necessários estudos clínicos com seres humanos, inclusive para avaliar se o consumo habitual de tomate produz uma resposta semelhante.

Por enquanto, o tomate continua sendo um alimento nutritivo que pode fazer parte de uma alimentação equilibrada.

O estudo acrescenta uma pista interessante sobre os efeitos de um de seus compostos e pode ajudar a orientar novas pesquisas sobre a relação entre o tomate e a saúde do fígado.

Fonte: SaúdeLAB
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