Um estudo da Universidade de Rochester revelou que o sono é essencial para a limpeza cerebral e prevenção da demência. Durante o sono não REM, neuromoduladores sincronizados ativam o sistema glinfático por meio de microdespertares a cada 50 segundos. Esse processo movimenta o líquido cefalorraquidiano e remove toxinas associadas ao Alzheimer, como beta-amiloide e tau. Interrupções no sono prejudicam essa eliminação, aumentando o risco de declínio cognitivo.
28 de agosto de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, indica que o sono não é apenas um momento para o cérebro e o corpo descansarem e se recuperarem, nas um período que o cérebro usa para se limpar, eliminando substâncias que, com o tempo, podem levar ao declínio cognitivo e à demência.
Durante o dia, neuromoduladores como norepinefrina, acetilcolina, serotonina e dopamina atuam independentemente para promover o comportamento e a cognição. No entanto, durante o sono, eles atuam em um ritmo coordenado para promover a eliminação de resíduos metabólicos pelo sistema glinfático.
Estudos demonstraram que, durante o sono não REM — as fases descritas por aplicativos de monitoramento do sono e condicionamento físico como sono central e sono profundo — os neuromoduladores estão sincronizados e suas oscilações correspondem a microdespertares.
Esses breves surtos de atividade no exame de eletroencefalograma (EEG), que não despertam a pessoa, ocorrem aproximadamente a cada 50 segundos durante o sono não REM e duram de algumas centenas de milissegundos a vários segundos.
Os neuromoduladores estimulam o sistema glinfático, fazendo com que pequenos vasos sanguíneos se contraiam e se expandam, movimentando o líquido cefalorraquidiano que remove proteínas neurotóxicas, como beta-amiloide e tau, intimamente associadas ao desenvolvimento da doença de Alzheimer.
Se o sono for interrompido, os ritmos são afetados, o que leva a uma eliminação menos eficaz de resíduos metabólicos, podendo aumentar o risco de declínio cognitivo e demência.
Fonte: Science. DOI: 10.1126/science.aeg2276.