Linfoma de Hodgkin: entenda o câncer com que Isabel Veloso foi diagnosticada

Ao Terra, especialista falou sobre a condição, tratamento e muito mais; confira

10 jan 2026 - 14h28
(atualizado às 14h36)
Resumo
Isabel Veloso, influenciadora de 19 anos, morreu em decorrência de linfoma de Hodgkin, tipo de câncer do sistema linfático; conheça diferenças, tratamentos e chances de cura relacionadas à doença.
Morre Isabel Veloso, jovem que ganhou milhões de seguidores ao compartilhar luta contra o câncer
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A influenciadora Isabel Veloso, de 19 anos, morreu neste sábado, 10. A morte da jovem foi confirmada por seu marido, Lucas Veloso Borbas, em comunicado ao público.

Isabel foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin em estágio avançado quando tinha 15 anos e ganhou notoriedade ao compartilhar sua rotina de tratamento na internet. Na época, sua família foi informada de que ela teria no máximo seis meses de vida. Porém, o tempo passou e ela chegou a ser acusada de mentir sobre a doença, já que viveu até os 19 anos. O que se comprovou, posteriormente, é que ela apresentou evolução no tratamento.

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Em memória dela, o Terra decidiu explicar mais sobre a condição. Entenda o que é o linfoma de Hodgkin.

O que é o linfoma de Hodgkin

Isabel Veloso
Isabel Veloso
Foto: Reprodução/Instagram/@isabelvelosoo

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o linfoma de Hodgkin "é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático [parte do sistema imunológico], afetando os linfócitos, células de defesa do corpo, que se tornam malignas e formam tumores, geralmente começando nos gânglios do pescoço".

O que é o linfoma não Hodgkin?

É um grupo de mais de 40 tipos de câncer que se espalham de maneiras diversas pelo organismo. Ele também tem origem no sistema linfático, um conjunto de vasos que drenam líquidos extracelulares para a corrente sanguínea. “Compreende os nossos linfonodos e o baço, que são estruturas que nos ajudam nas nossas defesas”, explicou Guilherme Perini, hematologista do Albert Einstein, em São Paulo, ao Terra.

De maneira geral, os linfomas acometem pessoas com idades entre 50 e 70 anos, e a incidência desse tipo de câncer aumenta à medida que a idade avança.

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Diferença entre linfoma não Hodgkin e linfoma de Hodgkin

Isabel Veloso e Lucas Borbas
Foto: @instagram

O linfoma de Hodgkin pode começar em qualquer parte do corpo. A condição é caracterizada pela maneira como a doença age no organismo: o câncer costuma ser identificado em uma região e pode se espalhar, mas de forma mais organizada, sendo considerado pela comunidade oncológica como mais tratável e com maiores chances de cura.

Já o linfoma não Hodgkin também pode começar em qualquer parte do corpo, mas tende a se espalhar de maneira desordenada, e o diagnóstico geralmente ocorre quando a doença já está em estágio avançado.

A condição tem esse nome por causa do patologista Thomas Hodgkin, que descreveu, no século XIX, os linfomas com características específicas. Todos aqueles que não foram descritos por ele passaram a ser chamados de linfomas não Hodgkin.

Chance de cura

Isabel Veloso é internada na UTI em meio a tratamento de câncer
Foto: Reprodução/Instagram

Conforme o hematologista Guilherme Perini, há prognósticos de que cerca de 90% dos pacientes estejam vivos 10, 15 ou até 20 anos após o diagnóstico, dependendo do subtipo da doença. Os linfomas de células B são os mais frequentes, os do tipo T são mais raros, e os linfomas de células NK (natural killer) recebem esse nome por estarem relacionados a células que combatem tumores. “É importante fazer a distinção do subtipo. Cada situação implica mudanças no tratamento e no prognóstico”, explicou o especialista.

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O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, entre 2023 e 2025, sejam diagnosticados mais de 12 mil casos no Brasil.

Como é o tratamento

A imunoterapia é uma das formas de tratamento e está disponível tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede suplementar. Outra opção é o uso de células T modificadas geneticamente, indicado em cenários de recaída ou refratariedade, mas esse tipo de terapia ainda não está disponível na rede pública.

Fonte: Portal Terra
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