Evite danos ao fígado: saiba a dose máxima de paracetamol

Proteja seu fígado: descubra os danos do uso indiscriminado de paracetamol e conheça a dose máxima diária segura

8 jan 2026 - 13h30

O paracetamol está entre os analgésicos mais usados no Brasil. Ele alivia dores e reduz febre de maneira rápida. No entanto, o uso indiscriminado pode trazer riscos significativos ao fígado. Por isso, entender a dose máxima diária e os sinais de alerta torna-se essencial para evitar danos.

Quando utilizado dentro das recomendações, o medicamento apresenta boa segurança. Ainda assim, pequenas variações na dose podem causar problemas. Isso ocorre principalmente em pessoas com doenças hepáticas prévias ou que consomem bebida alcoólica com frequência. Assim, o acompanhamento médico faz diferença em tratamentos prolongados.

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Paracetamol – depositphotos.com / Skorzewiak
Paracetamol – depositphotos.com / Skorzewiak
Foto: Giro 10

Dose máxima

Em adultos, a dose máxima diária recomendada costuma ficar em torno de 4.000 mg (4 g). Porém, muitos profissionais já orientam um limite mais baixo, próximo de 3.000 mg ao dia, para ampliar a margem de segurança. Crianças devem receber doses calculadas por peso, sempre com ajuste individualizado. O problema aparece quando a pessoa combina diferentes remédios com paracetamol. Diversos antigripais, analgésicos e medicamentos para resfriado trazem a substância na composição. Dessa forma, a soma das doses ao longo do dia ultrapassa facilmente o limite seguro. Ler a bula e checar o rótulo antes de cada tomada reduz esse risco.

Quais danos o uso indiscriminado de paracetamol pode causar ao fígado?

O fígado, aliás, participa da metabolização de quase todo o paracetamol ingerido. Em doses adequadas, o órgão transforma a substância em compostos eliminados pela urina. Contudo, quando a dose aumenta, forma-se maior quantidade de um metabólito tóxico. Sem proteção suficiente, esse derivado passa a agredir as células hepáticas.

Assim, o uso excessivo provoca lesão aguda no fígado. Em quadros graves, ocorre insuficiência hepática com risco de necessidade de transplante. Alguns sinais chamam atenção, por exemplo:

  • Mal-estar intenso e fraqueza persistente
  • Náuseas, vômitos e perda de apetite
  • Dor na parte superior direita do abdome
  • Pele e olhos amarelados (icterícia)
  • Urina escura e fezes mais claras

Esses sintomas exigem avaliação médica imediata. Isso se torna ainda mais urgente quando houve ingestão recente de altas doses de paracetamol ou uso prolongado sem orientação.

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Quem corre mais risco de ter dano no fígado com paracetamol?

Alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade. Pessoas que consomem álcool de forma regular representam um exemplo importante. O álcool já sobrecarrega o fígado. Assim, a combinação com paracetamol aumenta a formação de metabólitos tóxicos. Pacientes com hepatite, cirrose ou gordura no fígado também merecem atenção especial.

Além disso, indivíduos que usam vários medicamentos simultaneamente podem sofrer interações. Certos remédios alteram o metabolismo hepático. Com isso, o paracetamol permanece mais tempo em circulação. Idosos e pessoas desnutridas tendem a ter reservas menores de substâncias protetoras no fígado. Esse cenário facilita o aparecimento de lesões mesmo com doses próximas do limite.

fígado – depositphotos.com / KostyaKlimenko
Foto: Giro 10

Como usar paracetamol com segurança no dia a dia?

Algumas medidas simples ajudam a reduzir os riscos. Antes de tudo, torna-se importante evitar a automedicação prolongada. Dor ou febre que se mantém por vários dias precisa de avaliação. O medicamento não deve mascarar problemas de saúde ainda sem diagnóstico.

  1. Respeitar sempre o intervalo entre as doses.
  2. Somar a quantidade total ingerida ao longo do dia.
  3. Verificar rótulos de antigripais e combinações analgésicas.
  4. Evitar o uso conjunto com álcool.
  5. Informar ao profissional de saúde sobre doenças no fígado.

Portanto, em situações de dúvida, a orientação especializada define a melhor conduta. Em alguns casos, outro tipo de analgésico torna-se mais adequado. Em outros, ajustes na dose de paracetamol garantem maior segurança. O cuidado com o fígado passa diretamente pela forma como cada pessoa usa esse medicamento tão comum.

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