Especialistas revelam cuidados essenciais para cada fase da vida

Da infância à maturidade, especialistas explicam cuidados com o desenvolvimento, a pele, a fertilidade e a saúde metabólica para preservar o bem-estar

19 out 2026 - 13h20
Resumo
A saúde exige cuidados preventivos e individualizados em cada etapa da vida. Especialistas de 13 áreas alertam que a atenção deve ir da respiração e desenvolvimento na infância à ergonomia, fertilidade e preservação muscular na fase adulta. Na maturidade, ganham foco a circulação, as alterações hormonais e metabólicas, como a esteatose hepática, além da saúde urológica e cardiovascular. Mais que exames em excesso, o bem-estar duradouro depende de hábitos saudáveis e da escuta atenta aos sinais do corpo.

A saúde muda ao longo da vida e exige cuidados diferentes em cada fase. O desenvolvimento infantil, a saúde da pele, a fertilidade e o funcionamento do metabolismo são alguns dos aspectos que merecem atenção. Por isso, observar os sinais do corpo e manter hábitos saudáveis são atitudes importantes para preservar o bem-estar.

A prevenção deve acompanhar as diferentes fases da vida, considerando as necessidades e os fatores de risco de cada pessoa
A prevenção deve acompanhar as diferentes fases da vida, considerando as necessidades e os fatores de risco de cada pessoa
Foto: Divulgação / Alto Astral

Isso não significa que todas as pessoas precisem realizar os mesmos exames ou consultar diferentes especialistas sem indicação. A prevenção deve considerar a idade, o histórico clínico, os sintomas e os fatores de risco de cada pessoa.

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Médicos de 13 áreas de atuação explicam quais cuidados merecem atenção em diferentes momentos da vida. Confira as orientações.

1. Nos primeiros meses, atenção à respiração dos bebês

Recém-nascidos possuem vias aéreas pequenas e sistema imunológico ainda em desenvolvimento. Por isso, mudanças na respiração, dificuldades para mamar e febre precisam de atenção especial.

"Os primeiros meses exigem observação cuidadosa. Ambientes ventilados, higiene das mãos e redução do contato com pessoas doentes são medidas importantes. Quando existe dificuldade respiratória, prostração ou febre em um bebê muito pequeno, a avaliação médica não deve ser adiada", explica a Dra. Renata Castro, pediatra.

2. Durante a infância, acompanhe o desenvolvimento

O crescimento infantil envolve mais do que peso e altura. Linguagem, comportamento, interação, alimentação e sono também precisam ser observados.

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"A consulta pediátrica permite acompanhar o desenvolvimento e identificar alterações precocemente. O objetivo não é apenas tratar doenças, mas orientar a família sobre hábitos que contribuam para uma infância saudável", afirma a Dra. Ana Carolina Viégas, pediatra.

3. Na vida adulta, proteja as mãos da sobrecarga digital

O uso intenso de celulares e computadores pode contribuir para desconfortos nos punhos e tendões, especialmente quando não existem pausas.

"Dor persistente, formigamento e perda de força precisam ser investigados. Ajustar a ergonomia e reduzir movimentos repetitivos pode ajudar, mas o diagnóstico é fundamental quando os sintomas continuam", explica o Dr. André Pires, ortopedista especialista em cirurgia da mão e do punho.

4. Inclua a saúde da pele na rotina preventiva

A pele precisa de proteção contra a radiação solar e cuidados compatíveis com suas características. O excesso de cosméticos também pode provocar irritação.

"A prevenção dermatológica começa com hábitos consistentes. Proteção solar, hidratação e escolha adequada de produtos ajudam a preservar a barreira cutânea. Nem toda tendência de beleza é indicada para todos os pacientes", orienta a Dra. Tatyana Braga, médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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5. Investigue alterações persistentes nos cabelos

A queda capilar pode estar relacionada a diferentes fatores, incluindo mudanças nutricionais e metabólicas, além de alopecias específicas. Por isso, identificar a causa é importante antes de escolher um tratamento.

"O tratamento depende da causa. Precisamos avaliar o padrão de queda, o couro cabeludo e o histórico do paciente antes de escolher qualquer terapia. Quanto mais preciso o diagnóstico, mais adequada será a conduta", afirma a Dra. Karla Fonseca, médica especialista em medicina capilar.

6. Planeje a fertilidade com informação

A fertilidade feminina muda com a idade, e conhecer as alternativas reprodutivas pode ajudar nas decisões sobre maternidade.

"O congelamento de óvulos é uma possibilidade para determinadas mulheres, mas não garante uma gestação futura. O planejamento precisa considerar idade, histórico clínico e objetivos pessoais, sempre respeitando a autonomia da paciente", explica a Dra. Larissa Abib Daun, ginecologista e obstetra com atuação em reprodução assistida.

7. Preserve a massa muscular durante o emagrecimento

A perda de peso pode envolver a redução de gordura e de massa magra. Preservar os músculos é importante para manter a força e a funcionalidade do corpo.

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"O tratamento da obesidade precisa ir além da balança. Avaliar a composição corporal, orientar alimentação adequada e incentivar exercícios de resistência ajuda a proteger a musculatura durante o emagrecimento", afirma a Dra. Bruna Manes, médica com atuação em Nutrologia e Endocrinologia.

8. Observe as mudanças metabólicas após os 40 anos

A transição hormonal feminina pode provocar alterações no sono, na distribuição de gordura e na composição corporal. Entretanto, cada paciente apresenta necessidades diferentes.

"O cuidado com a saúde feminina após os 40 anos precisa considerar sintomas, hábitos, condições metabólicas e mudanças hormonais. O objetivo é preservar qualidade de vida e autonomia, sem reduzir todas as queixas à idade", explica o Dr. Marco Vilarinho, médico com atuação em saúde integrativa.

9. Não ignore a gordura no fígado

A esteatose hepática metabólica pode permanecer silenciosa e, em alguns casos, evoluir para inflamação e fibrose.

"O acompanhamento é importante porque a doença pode progredir sem sintomas evidentes. Identificar fatores de risco e avaliar o estágio do comprometimento hepático permite orientar medidas para prevenir complicações", alerta a Dra. Flávia Feier, cirurgiã especialista em transplante hepático.

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10. Cuide da circulação das pernas

Inchaço, sensação de peso e desconforto podem estar associados a problemas venosos. O movimento regular contribui para o retorno sanguíneo.

"Evitar longos períodos de imobilidade e movimentar a musculatura da panturrilha são medidas importantes. Quando existe dor ou inchaço persistente, a avaliação ajuda a identificar a causa e definir o tratamento", explica a Dra. Janduy Gil de Sousa, cirurgiã vascular e cirurgiã geral.

11. Observe mudanças na função urinária masculina

Dificuldade para urinar, urgência e aumento da frequência urinária podem estar relacionados à próstata, à bexiga ou a outras condições.

"Não devemos considerar qualquer mudança urinária uma consequência inevitável do envelhecimento. O diagnóstico precisa avaliar diferentes possibilidades, incluindo alterações prostáticas e metabólicas", afirma o Dr. Mark Neumaier, urologista.

12. Não separe a saúde sexual da saúde cardiovascular

Dificuldades persistentes de ereção podem ter causas diversas e, em alguns homens, estar associadas a fatores de risco vascular.

"A função sexual faz parte da saúde geral. Quando a disfunção erétil é recorrente, precisamos investigar suas causas e avaliar possíveis fatores de risco, como hipertensão, diabetes e alterações do colesterol", explica o Dr. Mauricio Zambaldi Tunes, urologista.

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13. Priorize a segurança em procedimentos médicos

Determinados procedimentos podem ser realizados com sedação fora do hospital, mas a indicação depende de avaliação prévia, equipe qualificada e estrutura apropriada.

"A sedação ambulatorial pode ser uma alternativa segura para pacientes selecionados, desde que sejam respeitados os protocolos de avaliação e monitoramento. O local e a equipe precisam estar preparados para reconhecer e atender intercorrências", explica a Dra. Diana Carvalho De Paola, médica anestesiologista.

A prevenção acompanha todas as fases da vida

A prevenção começa nos primeiros dias de vida e se transforma conforme as necessidades do organismo. Mais do que acumular consultas ou exames, cuidar da saúde significa compreender os próprios riscos, observar mudanças e buscar orientação adequada em cada etapa.

Manter o acompanhamento indicado para cada pessoa e adotar hábitos saudáveis são atitudes que ajudam a preservar o bem-estar ao longo da vida.

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