Cirurgia minimamente invasiva revoluciona tratamento de hérnia de disco

Galvão Bueno, Datena e outros famosos superaram crises intensas na coluna. Entenda como a moderna tecnologia médica acelera a recuperação da hérnia de disco

18 jun 2026 - 17h40
Resumo
Galvão Bueno, Lucas Lima e outros famosos venceram crises de hérnia de disco graças à cirurgia minimamente invasiva. Esse método revolucionário, com cortes menores de 1 cm, reduz dores, acelera a recuperação e permite alta hospitalar no mesmo dia. Especialistas, contudo, alertam para a importância de tentar tratamentos conservadores antes de recorrer à operação. 🩺

Galvão Bueno, Lucas Lima, Joel Datena e Ana Paula Renault enfrentaram a mesma dor. Todos superaram crises severas de hérnia de disco.

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Foto: reprodução/@anapaularenault/@galvaobueno / Saúde em Dia

A solução encontrada por eles foi o uso de uma tecnologia médica moderna. O diagnóstico deixou de ser sinônimo de meses internado em uma cama.

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Hoje, o tratamento cirúrgico garante um retorno muito rápido aos palcos e estúdios. Essa revolução silenciosa nos centros cirúrgicos permite a reabilitação em tempo recorde e muda a rotina de quem convive com dores incapacitantes nas costas.

Como a medicina revolucionou o tratamento da hérnia de disco

A medicina avançou muito no cuidado com a saúde da coluna. Evidências científicas internacionais comprovam o grande sucesso das novas técnicas operatórias. Revistas renomadas chancelam a consolidação da chamada cirurgia endoscópica de coluna.

O poder da cirurgia minimamente invasiva

O método tradicional de operação exigia grandes cortes e muito tempo de recuperação. A técnica moderna utiliza câmeras de alta definição e instrumentos muito finos.

As incisões medem menos de um centímetro na pele do paciente. O cirurgião não corta ou descola os grandes grupos musculares da região.

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Ele apenas afasta as fibras de forma suave para remover a lesão. Isso reduz drasticamente o sangramento e o risco de infecções hospitalares.

A rápida volta à rotina após o procedimento

O resultado clínico da endoscopia ocorre de forma quase imediata. O paciente não lida com dores agudas prolongadas no seu pós-operatório.

A pessoa costuma caminhar e receber alta poucas horas após o procedimento. Para quem possui rotinas intensas, essa agilidade cirúrgica é fundamental.

O Dr. Rodrigo Góes, cirurgião ortopedista especializado em coluna no Hospital Israelita Albert Einstein, explica os motivos desse fenômeno médico.

"A grande vantagem que atrai pacientes com rotinas de alta performance, como atletas e artistas, é a preservação tecidual", destaca o especialista.

Segundo o médico, não agredir as estruturas garante um alívio imenso. "Como a musculatura estabilizadora e os ligamentos da coluna não são agredidos no acesso por vídeo, a dor pós-operatória é mínima", detalha.

"O paciente não fica acamado; ele sai andando do hospital no mesmo dia e inicia a fisioterapia quase imediatamente, o que acelera drasticamente o retorno ao trabalho", completa o Dr. Góes.

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Quando a cirurgia de coluna é realmente indicada?

O sucesso das celebridades gera esperança para milhares de brasileiros com dor crônica. Isso também reflete uma forte tendência de crescimento no mercado da saúde mundial. No entanto, os especialistas fazem um alerta sério sobre a banalização do procedimento cirúrgico.

O peso indispensável do tratamento conservador

O Dr. Rodrigo Góes, que coordena a Pós-Graduação em Cirurgia Endoscópica da Coluna no Einstein, orienta cautela. Ele ressalta que a inovação cirúrgica exige responsabilidade na avaliação.

"A endoscopia é uma ferramenta extraordinária e já validada por mais de 1.190 estudos científicos ao redor do mundo. Contudo, a indicação deve ser rigorosa", pontua o coordenador.

A maioria das dores nas costas melhora sem o uso do bisturi. A operação não deve ser a primeira opção. "Cerca de 80% a 90% dos casos de hérnia de disco podem e devem ser tratados sem cirurgia, por meio de reabilitação física, fisioterapia e bloqueios de dor", adverte.

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A intervenção cirúrgica minimamente invasiva fica reservada apenas para casos específicos. Ela atua quando o tratamento clínico falha. Além de também ser indicada com urgência quando o paciente apresenta grave perda de força nos membros.

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