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Quais os sintomas de diabetes em crianças?

A doença na infância pode passar despercebida e atrasar diagnóstico

11 jul 2026 - 09h02
Resumo
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune comum em crianças e adolescentes, afetando cerca de 92.300 jovens no Brasil. Seus sintomas, como sede excessiva, cansaço e perda de peso, são frequentemente confundidos com situações corriqueiras, atrasando o diagnóstico. A identificação precoce é essencial para um tratamento eficaz que inclui insulina, dieta e atividades físicas. 🩺👶

A confusão entre os sintomas e fases do crescimento ou outras condições comuns pode atrasar o diagnóstico

Diabetes em crianças é uma condição que exige diagnóstico rápido e acompanhamento contínuo. Muitas vezes, costumam confundir os sintomas com situações comuns da rotina infantil. De acordo com o Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF), no Brasil 92.300 crianças e adolescentes têm Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1). O país ocupa o 3º lugar no ranking de incidência de DM1 infantil no mundo, ficando atrás apenas da Índia (229.400) e Estados Unidos (157.900).

Foto: Revista Malu

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que impede o pâncreas de produzir insulina. E pode surgir em qualquer fase da infância, sendo mais comum entre os quatro e seis anos e entre os 10 e 14 anos. Há alguns fatores de risco que exigem observação, como predisposição genética, por exemplo.

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Quais os sintomas do diabetes em crianças?

Entre os sintomas mais frequentes do DM1 estão sede excessiva, urina em grande volume ou com maior frequência, perda de peso sem explicação aparente, fome aumentada, cansaço, irritabilidade e, em alguns casos, enurese secundária — quando a criança volta a urinar na cama depois de já ter adquirido controle esfincteriano. Também podem ocorrer visão embaçada, sonolência e infecções recorrentes.

Segundo a endocrinologista Lorena Lima Amato, um dos principais desafios é justamente a possibilidade de os sintomas serem atribuídos a outras causas. "Na infância, sede aumentada, mais fome e mais cansaço podem ser vistos como algo passageiro, ligado ao crescimento ou à rotina da criança. Isso faz com que muitas famílias demorem a procurar avaliação médica", afirma a endocrinologista.

Lorena explica que esse atraso pode ser particularmente perigoso no diabetes tipo 1, forma mais comum na infância. "Quando o diagnóstico demora, a criança pode chegar ao atendimento já com descompensação importante", alerta a especialista.

Tratamento

No diabetes tipo 1, o tratamento combina o uso de insulina, o monitoramento da glicemia, a orientação nutricional, a prática de atividade física e o acompanhamento de uma equipe multiprofissional.

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Lorena explica que o acompanhamento precoce faz diferença no controle da doença e na qualidade de vida da criança. O diagnóstico precoce do diabetes aumenta as chances de evitar complicações e favorece um tratamento mais seguro e eficaz ao longo do desenvolvimento.

"A orientação é que sinais como sede excessiva, perda de peso inexplicada e alterações urinárias não sejam ignorados. Diante da suspeita, a equipe médica deve avaliar o paciente o quanto antes", alerta.

Revista Malu
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