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Postura viral: o que é o agachamento asiático e por que ele previne dores no corpo

Ficar de cócoras com os calcanhares no chão preserva a flexibilidade das articulações; especialistas alertam para os riscos do sedentarismo

16 jun 2026 - 12h11
(atualizado às 12h31)

O hábito de ficar de cócoras faz parte da rotina diária em diversos países da Ásia. É o chamado 'agachamento asiático', que domina as redes sociais. Funciona assim: os moradores locais descansam nessa posição profunda com total naturalidade. Enquanto isso, aguardam conduções públicas ou conversam na calçada.

Por que dominar 'agachamento asiático' é fundamental para a saúde
Por que dominar 'agachamento asiático' é fundamental para a saúde
Foto: Canva / Bons Fluidos

O movimento exige que a pessoa mantenha os dois calcanhares totalmente apoiados no chão durante a flexão. Ultimamente, vários vídeos de turistas ocidentais tentando imitar a posição  viralizaram nas plataformas digitais.

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Agachamento asiático: benefícios

Nesse sentido, as imagens mostram que os visitantes estrangeiros enfrentam grandes dificuldades para repetir a postura. Muitos perdem o equilíbrio corporal de forma imediata e caem para trás. Outros precisam usar as mãos ou se apoiar em superfícies próximas para evitar quedas.

Diante disso, os especialistas em saúde começaram a usar o interesse pelo tema para debater um assunto muito importante. O movimento serve como um excelente indicador sobre a qualidade da nossa flexibilidade motora.

Por outro lado, o treinador Matt Hsu estuda os padrões de condicionamento físico em sua empresa de consultoria esportiva. O profissional alcançou milhões de visualizações na internet com conteúdos focados no teste de cócoras. Ele ressalta que o nome popular da postura pode induzir o público ao erro. Populações de várias regiões da África e do Leste Europeu também adotam essa mesma posição de descanso em suas culturas. Portanto, o exercício pertence ao repertório biológico de todos os seres humanos.

Os impactos da vida moderna na estrutura óssea

Contudo, a anatomia do agachamento profundo apresenta diferenças nítidas quando comparada aos exercícios tradicionais de musculação. Nas academias de ginástica, as pessoas costumam descer o quadril apenas até a linha paralela dos joelhos. Já o modelo completo exige que o indivíduo dobre os joelhos de forma total, direcionando as estruturas para fora. O tronco deve permanecer em posição ereta enquanto a parte traseira das coxas encosta nas panturrilhas.

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Da mesma forma, a execução correta do movimento demanda um alto grau de flexibilidade nos tornozelos, joelhos e quadris. A literatura médica comprova que esse alongamento global alivia as dores crônicas na região lombar. A prática regular também ajuda a manter a independência física durante o processo natural de envelhecimento. Praticamente todas as crianças pequenas conseguem realizar essa flexão de cócoras sem apresentar nenhum tipo de desconforto ou esforço muscular.

A perda dessa habilidade na fase adulta decorre principalmente das escolhas de estilo de vida da sociedade contemporânea. O uso constante de cadeiras estofadas e de vasos sanitários elevados reduziu a necessidade de agachamentos no cotidiano. O professor Christopher Powers pesquisa as lesões articulares na Universidade do Sul da Califórnia. O pesquisador lembra uma regra clássica da biologia humana sobre o uso dos nossos músculos."Se você não usa, acaba perdendo".

Em suma, a falta de estímulo contínuo atrofia as fibras musculares e enrijece os tendões inferiores. Os cidadãos que passam muitas horas sentados no escritório sofrem com o encurtamento crônico das articulações. Buscar o resgate dessa mobilidade perdida através de treinos graduais constitui um passo valioso para proteger as funções motoras do organismo no futuro.

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