Longe de ser um clichê de autoajuda, a máxima de Santo Agostinho — de que o valor de alguém se mede pelo que ama, e não pelo que crê ou espera — voltou ao centro do debate contemporâneo. O influente pensador de Hipona sustentava que, embora fé e esperança sejam virtudes cristãs fundamentais, o amor é a essência que define a qualidade moral e a organização interna do ser humano.
"Para saber se alguém é bom, não perguntamos no que acredita ou o que espera, mas sim o que ama." Ao ler essa frase, quase inevitavelmente pensamos que se trata de mais um clichê batido de autoajuda, daqueles que inundam feeds, canecas e status do WhatsApp. Mas nada poderia estar mais longe da verdade.
E não apenas porque foi escrita há mais de 1.500 anos por um dos pensadores mais influentes da história, mas também porque se tornou um dos principais conceitos filosóficos dos últimos meses. Portanto, talvez a questão não seja apenas o que um velho padre pode nos ensinar nesta era acelerada, embora isso faça parte, mas por que esse velho padre retornou ao centro do debate público justamente agora.
O que exatamente Santo Agostinho quis dizer?
A frase é muito interessante porque, por trás de uma série de perguntas aparentemente sem sentido (no que ele acredita? o que ele espera?), esconde-se uma ideia muito clara do que é importante na vida. No pensamento cristão, as três grandes virtudes tradicionais são precisamente a fé, a esperança e o amor. O que o filósofo de Hipona argumentava é que a fé é importante, claro; a esperança é fundamental, absolutamente; mas, no âmago de tudo, está o amor.
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