Tem cheiros que marcam a gente: a fragrância da primeira formatura, do primeiro date com o amor da nossa vida e de outros momentos marcantes. Mas, muitas vezes, são as fragrâncias do cotidiano, que lembram alguma etapa comum da nossa vida, e são essas que mais marcam a gente sem esforço.
E comigo não foi diferente: Dolce Vita, da Dior, foi o primeiro perfume feminino que me apaixonei, antes mesmo de saber ao certo o que era isso.
Dior Dolce Vita: um cheiro elegante com toque de baunilha
Era no final dos anos 1990. Nessa época, eu ficava muito na casa de uma tia materna mais velha. Não sei ao certo o porquê, mas sei que a casa dela embalou quase todas as minhas grandes memórias de infância, e uma dessas memórias foi a primeira vez que senti o cheiro do Dolce Vita.
Ela tinha acabado de ganhar e foi mostrar pra gente o cheiro. Eu fiquei encantada com a aparência. Perguntei se podia passar em mim e ela jogou apenas uma borrifada porque, em suas palavras, "era coisa chique e importada" e tinha que economizar.
O pouco que passou foi suficiente para marcar na minha pele e na minha história. Não achei cheiroso de cara, pelo contrário, o cheiro forte me incomodou e logo quis tomar um banho.
Anos depois, já morando sozinha e com meu próprio dinheiro, precisava renovar meu perfume e imediatamente me lembrei desse momento. Comprei na mesma hora. Mas, quando ele chegou, não cheirava como eu lembrava. Era a formulação mais recente.
Eu não odiei, continuei usando. O cheiro elegante, que traz um t...
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