Oferecimento

No BBB26, Sarah Andrade revela que congelou óvulos; médicas explicam o procedimento

Após comentar no BBB que congelou óvulos, a veterana Sarah Andrade coloca em pauta escolhas femininas, idade ideal, indicações e limites da técnica; especialistas em reprodução humana explicam

20 jan 2026 - 16h07

Durante uma conversa no BBB 26, Sarah Andrade comentou ter realizado o congelamento de óvulos como parte do seu planejamento reprodutivo. Segundo a veterana, não há pressa para ser mãe no momento. Atualmente, ela deseja focar na carreira e esperar o momento certo para ter um filho. 

Conversa no BBB 26 reacende o debate sobre congelamento de óvulos, autonomia feminina e os diferentes caminhos possíveis para a maternidade
Conversa no BBB 26 reacende o debate sobre congelamento de óvulos, autonomia feminina e os diferentes caminhos possíveis para a maternidade
Foto: Reprodução/Instagram/Globo / Bons Fluidos

O assunto ganhou ainda mais repercussão após Ana Paula Renault, também participante, comentar que optou por não congelar óvulos, por entender que isso traria mais uma preocupação para o futuro, além de associar a maternidade à presença de um parceiro. A troca de opiniões levantou uma discussão importante: congelar óvulos é uma obrigação? E a maternidade precisa, necessariamente, seguir um modelo tradicional?

Publicidade

Debate importante

Para a Dra. Paula Fettback, ginecologista especialista em Reprodução Humana pela FEBRASGO, o congelamento de óvulos não é uma regra, mas uma possibilidade. "O congelamento de óvulos é uma ferramenta de preservação da fertilidade, não uma imposição. Ele amplia as opções da mulher, permitindo que a decisão sobre a maternidade seja feita com mais tranquilidade e autonomia", explica.

O procedimento passou a ser amplamente utilizado por aquelas que desejam postergar a gravidez por razões pessoais, profissionais ou de saúde. Dados do IBGE e do DataSUS reforçam essa mudança de comportamento: enquanto o número médio de filhos por mulher caiu 13% entre 2018 e 2023, o número de mães entre 35 e 39 anos cresceu 46% nos últimos 13 anos.

Segundo a Dra. Graziela Canheo, ginecologista especialista em reprodução humana da La Vita Clinic, o congelamento de óvulos acompanha uma transformação social. "Cada vez mais mulheres querem viver a maternidade em uma fase de maior estabilidade emocional e profissional. O congelamento surge como uma resposta segura a esse novo estilo de vida, sem que isso signifique renunciar ao desejo de ter filhos", afirma.

O que é importante saber sobre o congelamento de óvulos?

Para quem é indicado?

Além de pacientes com câncer ou risco de falência ovariana precoce, indica-se a técnica para mulheres que desejam preservar a fertilidade para uma gestação futura. Ou ainda não sabem se querem ou não gerar um filho.

Publicidade

Existe idade ideal?

Não há idade limite formal, mas quanto mais jovem o óvulo, maiores as chances de sucesso. A literatura médica aponta melhores resultados quando o congelamento acontece até os 35 anos.

Como funciona o procedimento?

O método mais utilizado é a vitrificação, que apresenta taxa de sobrevivência de até 95% após o descongelamento. O processo inclui estimulação hormonal, coleta dos óvulos e congelamento em nitrogênio líquido.

Os óvulos têm validade?

Os óvulos podem permanecer congelados por tempo indeterminado. No entanto, o Conselho Federal de Medicina recomenda que a gestação ocorra até os 50 anos, por questões de segurança materna e fetal.

Quanto custa?

O valor do procedimento varia entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, além de um custo anual de manutenção em laboratório, em torno de R$ 1.200. Também é preciso considerar os custos futuros com fertilização in vitro.

Publicidade

Há efeitos colaterais?

Durante a estimulação hormonal, podem ocorrer retenção de líquidos, acne, dores de cabeça e alterações de humor, que tendem a desaparecer após o fim do ciclo.

O congelamento de óvulos é uma escolha legítima dentro do planejamento reprodutivo feminino. "O mais importante é que cada mulher possa decidir o que faz sentido para sua história, seu corpo e seu tempo com informação de qualidade e acompanhamento médico", conclui a Dra. Paula Fettback.

Sobre as especialistas

Dra. Graziela Canheo (CRM 145288 | RQE 68331) é ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana. É médica graduada pela Universidade Metropolitana de Santos (2010). Possui residência médica em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital do Servidor Público Estadual do Estado de São Paulo (2013). Possui título de Qualificação em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia pela ABPTGIC (2014) e título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (2015). É diretora técnica e médica da La Vita Clinic.

Dra. Paula Fettback (CRM 117477 SP | CRM 33084 PR) possui graduação em medicina pela Universidade Estadual de Londrina - UEL (2004). Tem residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP- 2007). Atua em Ginecologia e Obstetrícia com ênfase em Reprodução Humana. É Doutora em Ciências Médicas pela Disciplina de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Possui título de Especialista em Reprodução Assistida Certificada pela Febrasgo (2020).

Publicidade

*Fonte: UpDate Comunicação

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações